POLÍTICA
André Esteves se encontra com Lula e diz que pode trabalhar pelo nome de Haddad na Fazenda
POLÍTICA
O presidente do conselho de administração do BTG Pactual, André Esteves, se encontrou com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, ontem, no hotel Meliá, onde o petista está hospedado. A notícia dessa reaproximação foi inicialmente divulgada pelo jornal Valor Econômico.
No encontro, que foi organizado por Nelson Jobim, ex-ministro da Justiça de Lula, que também é membro do colegiado do BTG. Esteves disse a Lula que não via problemas com a escolha de Fernando Haddad ao Ministério da Fazenda. Disse, ainda, que poderia trabalhar para mitigar a resistência da Faria Lima ao nome do ex-prefeito de São Paulo.
Uma fonte disse que Esteves busca uma reaproximação a Lula, que estaria chateado com trackings que foram feitos pelo BTG durante as campanhas das eleições, que teriam indicado vitória de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição. Teria sido por essa mágoa que Lula, em encontro com empresários, antes do segundo turno, citou Esteves: “Perguntem ao André como é sair da cadeia”.
Reaproximação
Foi mirando uma reaproximação, que Esteves, disse a fonte, teria pedido ao presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Isaac Sidney, para se sentar ao lado de Haddad no almoço da entidade que reuniu os principais banqueiros do País, ocasião em que Haddad representou Lula e foi tratado já como ministro da Fazenda. Ali, Esteves já teria sinalizado que ajudaria o ex-ministro da Educação a ser mais “palatável” ao mercado financeiro.
A fonte frisou que Lula ainda não se decidiu sobre o nome que ocupará o Ministério da Fazenda, mas admitiu que Haddad é hoje o principal candidato. Frisou ainda que Lula é o “campeão de dar sinais trocados”.
Procurado, o BTG não comentou.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

