POLÍTICA
Análise: União e PP se afastam de Lula, mas ainda não devem desembarcar
POLÍTICA
Ministros enfrentam pressão para deixar governo

Prestes a oficializar a criação da Federação União Progressista (UPb), o União Brasil e o PP devem usar o dia de convenções para marcar o afastamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Isso deve ficar, no entanto, mais no discurso do que em um desembarque neste momento.
Membros dos partidos afirmam que esta terça-feira (19) deve ser usada para encaminhar o tema, mas ainda sem uma deliberação.
Nas duas legendas, parlamentares acreditam haver maioria favorável à saída dos partidos da base aliada do presidente Lula.
A movimentação coloca pressão maior sob os ministros que esses partidos têm no governo. A avaliação é de que isso recai principalmente sobre aqueles que são filiados aos partidos, como Celso Sabino (União-PA) e André Fufuca (PP-MA). Os dois são, inclusive, deputados.
A situação difere daqueles mais técnicos, não filiados e ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). São citados Waldez Góes, da Integração Nacional, e Frederico de Siqueira, das Comunicações.
A formalização da federação criará a maior bancada da Câmara dos Deputados, 109 deputados parlamentares. No Senado, os partidos terão 15 senadores.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

