POLÍTICA
Análise: Fala de secretário dos EUA expõe entraves na negociação com Brasil
POLÍTICA
Howard Lutnick, secretário de Comércio dos Estados Unidos, afirmou que o Brasil “precisa ser consertado” e criticou medidas que, segundo ele, prejudicam os interesses norte-americanos. A declaração ocorre em um momento delicado, dias após sinalizações positivas de diálogo entre Lula e Donald Trump. A análise é de Américo Martins no Live CNN.
Lutnick incluiu o Brasil em uma lista junto de Índia e Suíça, países que enfrentam as maiores tarifas impostas pelo governo americano — 50% para Brasil e Índia, e 39% para a Suíça. O secretário enfatizou a importância de estes países “jogarem o jogo” conforme as demandas americanas para terem acesso ao mercado consumidor dos Estados Unidos.
Obstáculos nas negociações
A declaração do secretário de Comércio evidencia os desafios nas relações comerciais entre os dois países. Diplomatas e negociadores que acompanham as conversas entre Brasil e Estados Unidos têm adotado postura cautelosa, mesmo após o breve encontro entre Lula e Trump na ONU, que foi considerado positivo.
Dentro da administração americana
A estratégia brasileira concentra-se em estabelecer um canal de diálogo direto entre os líderes dos dois países, que poderia posteriormente se estender aos demais departamentos da administração americana. Fontes diplomáticas reconhecem as divergências ideológicas entre os dois presidentes, mas enfatizam a importância do diálogo para resolver os impasses comerciais existentes.
existem departamentos que demonstram resistência à aproximação entre Casa Branca e Palácio do Planalto. O Departamento de Estado, por exemplo, mantém reservas em relação aos países considerados progressistas na América Latina, pressionando por mais sanções contra o Brasil.
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

