POLÍTICA
Abin culpa governo Lula pelos eventos de 8 de janeiro
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A Polícia Federal, sob as ordens de Andrei Rodrigues, futuro diretor-geral da Abin, tomou medidas para limitar o acesso dos funcionários da Abin às informações e instalações do governo de transição.
Desde o início do mandato do presidente Lula, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem sido palco de desconfianças e intrigas.
A relação entre a agência e o governo petista é marcada por tensões, episódios controversos e questionamentos sobre a qualidade e a integridade dos relatórios da Abin.
Conforme uma matéria publicada na última segunda-feira (5) na Revista Veja, a Polícia Federal, sob as ordens de Andrei Rodrigues, futuro diretor-geral da Abin, tomou medidas para limitar o acesso dos funcionários da Abin às informações e instalações do governo de transição.
A suspeita era de que a agência poderia estar espionando membros do PT, especialmente devido à sua vinculação anterior ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Lula, ao assumir o cargo, realocou a Abin para a Casa Civil, buscando uma aproximação com o núcleo do governo, mas as tensões persistiram. Conflitos surgiram, particularmente em torno da permanência de figuras associadas a Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem dentro da agência, como Alessandro Moretti, que foi demitido recentemente.
Segundo a Veja, o governo Lula tentou intervir na liderança da Abin, especialmente com o então ministro da Justiça, Flávio Dino, buscando remover o vice-diretor da agência.
Um outro episódio importante apontado na matéria, aconteceu durante uma reunião na Casa Civil, onde Moretti apresentou um relatório que colocava o Governo Lula em uma posição delicada perante a CPMI do 8 de janeiro.
O documento, que responsabilizava o Ministério da Justiça e o GSI pelos ataques aos Três Poderes, foi fortemente contestado pelos presentes, evidenciando a complexa relação entre a Abin e o governo Lula.
Governistas têm questionado a qualidade e a integridade dos relatórios da Abin, e há relatos de frustrações com a agência por supostamente obstruir investigações da Polícia Federal.
A descoberta de que a Abin realizou mais de 60 mil consultas por meio da ferramenta FirstMile, muito além do inicialmente revelado, aumentou as suspeitas de má conduta.
Apesar das expectativas de uma reformulação completa na Abin, em resposta às investigações da PF e às ações do ministro Alexandre de Moraes, Lula optou por mudanças limitadas, mantendo Corrêa como diretor-geral, mas substituindo o número 2 da agência e outros quatro diretores. Com isso, a relação entre a Abin e o governo Lula segue marcada por desconfianças e desafios.
A reformulação incompleta da agência e as persistentes dúvidas sobre a qualidade e a confiabilidade de seus relatórios geram incertezas sobre o futuro da Abin e sua capacidade de desempenhar seu papel de forma eficaz e transparente.
“Jetss”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

