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STF forma maioria para ampliar alcance de foro privilegiado

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou, nesta sexta-feira (12), maioria de votos para ampliar o alcance do foro privilegiado. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela manutenção da prerrogativa de foro em casos de crimes cometidos no cargo e em razão dele, mesmo após a saída da função. O julgamento, entretanto, voltou a ser suspenso por um pedido de vista do ministro André Mendonça.

Em seu voto, Barroso concordou com o argumento do relator, ministro Gilmar Mendes, de que o envio do caso para outra instância quando o mandato se encerra gera prejuízo. “Esse sobe e desce processual produzia evidente prejuízo para o encerramento das investigações, afetando a eficácia e a credibilidade do sistema penal. Alimentava, ademais, a tentação permanente de manipulação da jurisdição pelos réus”.

Além de Barroso e de Gilmar Mendes, já haviam votado pela ampliação do alcance do foro privilegiado os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Barroso chegou a pedir vista para analisar melhor os autos e, por esse motivo, o julgamento, em formato virtual, foi retomado nesta sexta-feira.

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Mesmo com o novo pedido de vista, de André Mendonça, os demais ministros da Corte têm até as 23h59 do dia 19 de abril para votar, caso queiram.

Entenda

A ampliação do alcance do foro especial foi proposta por Gilmar Mendes em resposta a um habeas corpus do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). O parlamentar é suspeito de ter exigido, a servidores de seu gabinete, o depósito de 5% de seus salários em contas do partido, prática conhecida como rachadinha.

“Considerando que a própria denúncia indica que as condutas imputadas ao paciente foram praticadas durante o exercício do mandato e em razão das suas funções, concedo ordem de habeas corpus para reconhecer a competência desta Corte para processar e julgar a ação penal”, decidiu Gilmar Mendes em seu voto. 

O crime começou a ser investigado em 2013, quando Marinho era deputado federal. Depois disso, ele foi eleito vice-governador do Pará e, em seguida, senador, cargo que ocupa atualmente. Ao longo desse período, o processo foi alternado de competência, conforme o cargo que Marinho ocupava.

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O parlamentar defende que o caso permaneça no Supremo, uma vez que recuperou o foro privilegiado ao ter se elegido para o Congresso Nacional novamente.

[Agência brasil]

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Hugo diz à CNN que plano de contingência contra tarifaço terá prioridade

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Proposta do governo brasileiro deve incluir compras públicas e adiamento de impostos; texto deve ser divulgado até esta terça-feira (12)

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)  • Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá nesta segunda-feira (11), com o vice-presidente Geraldo Alckmin, para fechar o pacote de medidas.ados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse à CNN que o plano de contingência contra o tarifaço de Donald Trump terá prioridade na Casa Legislativa.

Para tentar compensar as perdas, o Brasil tem buscado novos parceiros, como México, Índia, China, Rússia, Vietnã, Japão e Indonésia.

A China, por exemplo, já acenou com o aumento das compras de carne e café. Alckmin deve viajar ainda neste mês ao México.

A expectativa é de que o vice-presidente aproveite a viagem para tentar um encontro nos Estados Unidos, na tentativa de negociar novas exceções aos produtos brasileiros.

Na próxima quarta-feira (13), com o mesmo objetivo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem marcada uma conversa com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

fonte;cnn

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