Polícia Civil diz que houve desvio de recursos públicos em contratos firmados na área de Saúde

Veja os alvos da operação que investigou esquema em Sinop

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JUSTIÇA

A Justiça decretou a prisão preventiva de seis pessoas na Operação Cartão-Postal, que investigou um suposto esquema de desvio de recursos públicos na Saúde de Sinop.

Além do advogado Hugo Castilho e do ex-secretário municipal de Saúde de Cuiabá Célio Rodrigues, outras quatro pessoas tiveram as prisões decretadas. São elas: Jefferson Geraldo Texeira, Roberta Arend Rodrigues Lopes, Elizangela Bruna da Silva e João Bosco da Silva.

Operação foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

A ação apura uma suposta organização criminosa instalada, desde junho de 2022, na gestão da Saúde de Sinop (499 km ao norte de Cuiabá). Os contratos investigados somam mais de R$ 87 milhões.

Houve ainda a determinação para que o procurador do Município Ivan Shneider fosse afastado temporariamente do cargo. Segundo a Prefeitura, a ordem judicial já foi cumprida. A secretária de Saúde Daniela Galhardo tambem foi afastada.

Também foram determinadas medidas cautelares como a proibição de ter acesso às dependências administrativas na Saúde de Sinop e às dependências da empresa IGPP, que presta serviço ao município; proibição de contato com demais investigados; e a proibição de se ausentar do município.

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As medidas cautelares valem contra os seguintes alvos: Ângela Maria Pitondo de OliveiraDeise Juliani, Helena Maria Santos Barbosa; Bruno Borges; Adriana Teixeira Martins e o cirurgião plástico Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza.

A dentista Fabiula Martins Lourenço, além de todas as cautelares, deverá usar tornozeleira eletrônica.

Mais de 30 ordens de busca e apreensão foram decretadas (veja detalhes abaixo). Entre os endereços alvos da operação, estão a casa de Hugo, que fica no Condomínio Alphaville II, em Cuiabá, e a Cervejaria Cuyabana, que é de Célio Rodrigues.

 

Veja os alvos dos mandados de busca e apreensão:

Hugo Florêncio de Castilho

Jefferson Geraldo Teixeira

Célio Rodrigues da Silva

Fabíula Martins Lourenço

Roberta Arend Rodrigues Lopes

Elisângela Bruna da Silva

Helena Maria Santos Barbosa

Deise Juliani

Ângela Maria Pitondo de Oliveira

Daniela Cristina de Oliveira Galhardo Barbosa

Ivan Schneider

Bruno Borges

Adriana Teixeira Martins

Euller Gustavo Pompeu de Barros

Gonçalves Preza

Guilherme Soares Meira

Jean Carlos Soares da Silva

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Dayann Silva do Nascimento

João Bosco da Silva

Instituto de Gestão de Políticas Públicas – IGPP

Castilho e Caldas Advogados Associados

Cuyabana Cervejaria Artesanal

Vida e Sorriso Clínica Médica eOdontológica (MedicPlus)

HC Gestão em Informática

Mais Saúde Serviços Médicos e Hospitalares

Acácia Construtora e Incorporadora

Sappo Company Comercio Ltda

Pronto Mais Serviços Médicos e Hospitalares

DDigital Comércio e Serviços de Informática

S8 Service

 

A operação

Foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal nas cidades de Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, São Paulo e nos municípios paulistas de Praia Grande e São Vicente.

Com base nas investigações, também foi determinado o bloqueio de valores das contas bancárias de 34 pessoas físicas e jurídicas, o sequestro de bens móveis de 21 alvos e o sequestro de bens imóveis de outros oito alvos, a fim de recompor os cofres públicos no montante de R$ 87.419.285,01, que é o valor global de três contratos celebrados entre Sinop e a organização social que gerencia a Saúde da cidade.

 

 

“PJCMT”

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JUSTIÇA

8 de Janeiro: dos mais de 1,4 mil presos, 141 continuam na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar

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Por Reynaldo Turollo Jr,

Estátua 'A Justiça', de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

               Estátua ‘A Justiça’, de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Dos mais de 1,4 mil presos do 8 de Janeiro e de outros processos relacionados aos ataques à democracia, 141 permanecem na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar — parte desses com tornozeleira eletrônica, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dos 141 que estão na cadeia, 112 já foram condenados por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Os outros 29 estão em prisão preventiva aguardando o julgamento — incluindo o general Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro.

Os dados são de um levantamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (12) a pedido do g1.

Em 8 de janeiro de 2023 e no dia seguinte em frente ao quartel-general do Exército, 1.406 pessoas foram presas em flagrante.

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Após a realização das audiências de custódia ainda naquele mês, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no STF, manteve 942 pessoas presas preventivamente.

A maioria já deixou a cadeia porque cometeu crimes menos graves e, por isso, respondeu em liberdade e já cumpriu a pena. Houve também pessoas que fizeram acordo para se livrar do processo e de uma eventual condenação.

Crimes menos graves

Segundo os dados atualizados, 552 investigados pelo 8 de janeiro assinaram Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República, homologado pelo STF.

Pela lei, o ANPP é possível quando a pessoa é acusada de cometer crimes menos graves, com pena mínima inferior a quatro anos. Esse era o caso da maioria dos presos no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília, acusados de praticar incitação ao crime e associação criminosa.

Ao fecharem acordo, essas pessoas assumiram os delitos e se comprometeram a cumprir uma série de condições impostas pelo Supremo, como não reincidir, prestar serviços à comunidade e pagar multa de R$ 5 mil.

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Dos acusados dos crimes menos graves que não assinaram acordo, 359 foram condenados, mas já não estão na prisão. O tribunal informou que 131 ações foram extintas por cumprimento integral da pena.

Crimes mais graves

Já entre os acusados dos crimes mais graves — tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público —, 279 foram condenados pelo Supremo.

As penas chegam a até 17 anos de prisão, dependendo do nível de envolvimento do réu nos atos violentos.

É nesse grupo que estão os 112 que continuam presos em regime fechado. O restante deixou a cadeia, por exemplo, progredindo de regime.

Somadas, as condenações por crimes menos graves (359) e por crimes mais graves (279) totalizam 638, de acordo com o Supremo. Houve também dez absolvições ao final dos processos.

A Corte informou que arrecadou quase R$ 3 milhões em prestação pecuniária, um valor pago por condenados como parte da punição e destinado à reparação dos danos causados pelos crimes

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