POLÍCIA
MPDFT denuncia por corrupção ex-vice-presidente e dois ex-servidores do Iges-DF
POLÍCIA
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou por corrupção passiva três ex-integrantes de cargos de comando do Iges-DF (Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF) por recebimento de propina para favorecer uma empresa responsável pelo fornecimento de alimentação para pacientes, acompanhantes e colaboradores das unidades sob gestão da entidade.
Entre os denunciados, em ação protocolada na última segunda-feira (30) perante a 8ª Vara Criminal de Brasília, estão o ex-vice-presidente do Iges-DF, Caio Valério Gondim Reginaldo Falcão, o ex-diretor de Administração e Logística, Antônio Carlos Garcia Martins, e a ex-chefe de gabinete da presidência, Alessandra Lobato Nogueira Barros. Também foi denunciado, por corrupção ativa, o empresário Waldenes Barbosa da Silva, responsável pela gestão da empresa Salutar, que fornece a alimentação das unidades de saúde administradas pelo Iges-DF.
O valor global do contrato, previsto para vigorar até julho de 2025, é de R$ 136.054.122,66. Iniciado em abril de 2021, o contrato tinha valor inicial de e R$ 73.736.540,45. Desde então, houve oito aditivos.
A denúncia resultou de uma investigação conduzida pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRCOR/Decor) e acompanhada pelas Promotorias de Defesa da Saúde (Prosus) e de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do MPDFT. A denúncia é assinada pelos promotores de Justiça Livia Cruz Rabelo, Marcelo da Silva Barenco e Hiza Maria Silva Carpina Lima, da Prosus, e Eduardo Gazzinelli Veloso, da Prodep.
Em 28 de agosto, foi deflagrada a Operação Escudeiro, com cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão, autorizados pela 8ª Vara Criminal de Brasília, em endereços vinculados ao núcleo empresarial da empresa prestadora dos serviços e a servidores do Iges-DF, além da própria sede.
Os três servidores do Iges-DF envolvidos na investigação foram demitidos após a Operação Escudeiro.
A partir da Operação, novas evidências surgiram. As investigações indicam que Waldenes pagou R$ 1.020.000 para Caio Falcão, R$ 309 mil para Alessandra Lobato e R$ 73 mil para Antônio Carlos. O objetivo seria receber a ajuda dos servidores de cargos estratégicos do Iges-DF para facilitar a liberação de pagamentos para a Salutar, segundo a denúncia.
Os recursos foram repassados, de acordo com o Ministério Público, de forma camuflada, por meio de escritórios de advocacia, empresas para parentes dos servidores do Iges-DF ou em forma de vantagens. Antônio Carlos, por exemplo, teria sido ganhado de presente uma geladeira Electrolux, de três portas, comprada no Mercado Livre, por R$ 7.075.
O espaço para manifestação dos envolvidos na denúncia está aberto. Por nota, o Iges-DF se manifestou. Veja a íntegra:
“O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) esclarece que, tão logo foi deflagrada a primeira fase da operação Escudero, os dois diretores envolvidos foram afastados e, posteriormente, desligados, mediante decisão do Conselho de Administração do Instituto.
Na segunda fase, que teve como alvo a então chefe de gabinete, assim que o IgesDF teve acesso aos autos do processo, realizou o desligamento imediato da colaboradora.
A partir da primeira fase da Escudero, o Instituto identificou a necessidade de reforçar e implementar novas medidas de conformidade, decidindo pela reestruturação da Diretoria de Administração e Logística (DALOG), com a criação de uma superintendência voltada exclusivamente para contratar, gerenciar e fiscalizar os contratos no âmbito do Instituto, a fim de fortalecer os controles internos e garantir os princípios norteadores de sua criação. Além disso, a Coordenação de Compliance e Governança realizou uma ação de conformidade que resultou em recomendações de medidas preventivas na conduta de relacionamento com terceiros.
Concomitantemente, a Controladoria Interna tem auditado os contratos já existentes e caso seja verificada alguma irregularidade, adotará todas as medidas necessárias para apuração das responsabilidades.
O IgesDF reafirma seu compromisso com as autoridades competentes e ressalta que não compactua com condutas irregulares”.
“CB”
POLÍCIA
Suspeito de agredir esposa e arremessar ventilador contra a vítima é preso pela Polícia Militar
Militares localizaram envolvidos na região do Contorno Leste; mulher apresentava lesões
Policiais militares do 3º Batalhão prenderam em flagrante, na noite deste domingo (22.3), um homem, de 51 anos, suspeito de violência doméstica, em Cuiabá. A vítima, de 30 anos, denunciou ter sido agredida com socos e sofreu lesões, após o marido arremessar um ventilador contra ela.
Por volta das 21 horas, as equipes foram acionadas, via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após denúncia de violência doméstica, na região do Contorno Leste.
Assim que os militares chegaram no local da ocorrência, a vítima relatou que foi agredida com socos e que o suspeito arremessou um ventilador contra o rosto dela, após uma discussão. A mulher apresentava lesões na região da cabeça e no olho direito.
Diante das informações e acompanhados pela vítima, os policiais militares identificaram o denunciado em um bar, na região. Ao ser abordado e questionado sobre a denúncia, o homem passou apresentar resistência e a agredir os policiais militares.
Na ocasião, foi necessário o uso de um dispositivo de menor potencial ofensivo (dispositivo taser) para conter o indivíduo. Ele foi conduzido à delegacia para registro da ocorrência.

