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PM prende dois homens suspeitos de participarem do assassinato e ocultação de cadáver de empresária

Os bandidos compraram cal para jogar no corpo da vítima, a fim de ocultar o cadáver.

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A Polícia Militar, por meio da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), prendeu dois homens, de 33 e 30 anos, em Várzea Grande, nessa quinta-feira (18), suspeitos de terem participado do assassinato e ocultação de cadáver de Rosimeire Soares Perin, de 52 anos.

O primeiro suspeito, de 33 anos, que faz uso de tornozeleira eletrônica, foi preso dentro de um lava-jato no bairro Vila Artur, em Várzea Grande.

Antes de localizar o acusado, os policiais conseguiram encontrar o HB-20 da empresária, que estava no bairro abandonado.

Com o suspeito, a Rotam localizou a CNH da vítima.

O homem, que não teve a identidade revelada, informou aos policiais onde estava o corpo de Rosimeire, desaparecida depois que saiu de Cuiabá para trabalhar em Várzea Grande desde a última terça-feira (16).

O corpo dela foi localizado às margens da rodovia na Passagem da Conceição, também em Várzea Grande.

O segundo suspeito de participar do crime, de 30 anos, identidade não revelada, foi preso em sua casa, no bairro São Matheus.

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Em veículo localizado na residência do acusado, os policiais encontraram dois pacotes de 8kg de cal, que segundo informações do suspeito, seria para jogar sobre o corpo da vítima para acelerar o processo de decomposição e omitir o odor do corpo da vítima.

Os dois foram encaminhados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

'vejabemmt'

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Freixo diz que é preciso investigar desdobramentos do caso Marielle

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Apesar de diversas tentativas de obstrução, a investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, foi séria, correta e chega a um lugar importante. Mas ainda é preciso investigar o que se descobriu a partir do assassinato. A avaliação é do presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e ex-deputado federal Marcelo Freixo, que tinha estreita ligação com Marielle, que foi sua assessora por dez anos. 

Freixo é o entrevistado desta terça-feira (11) do programa DR com Demori, que vai ao ar às 23h, na TV Brasil. No programa, o jornalista Leandro Demori também conversa com Freixo sobre a atuação das milícias no Rio de Janeiro. 

Para Freixo, o assassinato de Marielle “destampa um bueiro” muito grave da segurança pública do Rio. “Aquilo que é desnudado no caso Marielle, independentemente do mandante, da motivação, tem que ser investigado, não na mesma apuração. Mas o Brasil não pode achar que tudo o que se revelou durante o caso Marielle está resolvido”, acrescenta, destacando que o assassinato da vereadora foi um crime contra a democracia.

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Para ele, a investigação foi carregada de problemas, com cinco delegados em cinco anos. “Quando os delegados começavam a se aproximar de algum lugar mais estratégico, eram trocados. Então, estava na cara que tinha uma obstrução política para não deixar chegar”. Na avaliação de Freixo, quando a Polícia Federal entrou na investigação, os resultados começaram a aparecer. “Mas eles tinham cinco anos de destruição de provas por quem sabe destruir provas”, completa. 

Milícias 

Na entrevista, Freixo também comparou as milícias que atuam no Rio de Janeiro com a máfia, especialmente a italiana, pois elas têm origem no poder. “A milícia nasce no palácio, ela nasce como projeto de poder. É quando o crime tem um projeto de poder e utiliza a policia para um fim político de uma elite corrupta. Por isso que o problema da milícia não é só da polícia, é da política”, diz Freixo, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando era deputado estadual. 

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O relatório da comissão foi apresentado por Freixo em diversos países, em busca de apoio para o cumprimento das medidas. “Na Alemanha, por exemplo, tive muita dificuldade de que o Parlamento entendesse o que era a CPI, porque eles não conseguiam compreender o que era um estado leiloado. O último país que visitei foi a Itália. Lá eu começava a falar e eles rapidamente entendiam como funciona, porque havia uma semelhança muito clara entre o que a Itália tinha vivido com o crime e o que a gente estava vivendo”, disse. 

Sobre o programa

O programa Dando a Real com Leandro Demori, ou “DR com Demori”, traz personalidades para uma conversa mais íntima e direta, na TV Brasil. Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, a deputada federal Erika Hilton, a cantora Zélia Duncan e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.

“Agência Brasil”

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