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Acordo encerra disputa de poder após o assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moïse, em 7 de julho
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O primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, disse nesta 2ª feira (19.jul) que vai deixar o cargo que assumiu após o assassinato do presidente do país, Jovenel Moïse em 7 de julho. Em entrevista ao jornal The Washington Post, ele concordou em renunciar e vai entregar o poder ao seu adversário, Ariel Henry, que tem apoio internacional.
O acordo busca encerrar uma luta pelo poder entre dois candidatos ao posto de líder interino do Haiti: Claude Joseph, que era ministro das Relações Exteriores de Moïse e também servia como primeiro-ministro interino e Ariel Henry, neurocirurgião de 71 anos, nomeado ao cargo de primeiro-ministro dois dias antes do assassinato do presidente. Joseph defendia que o anúncio ainda não havia sido juramentado para o cargo e Henry não tinha o direito de atuar como líder interino.
Nesta 2ª feira (20.jul), Joseph disse que ele e Henry haviam se encontrado em particular na semana passada em uma tentativa de resolver a disputa pela liderança. Joseph finalmente concordou no domingo em renunciar “para o bem da nação” e o acordo visa neutralizar a turbulenta crise política que deixou o país caribenho sem rumo desde o assassinato em 7 de julho.
No entanto, membros de grupos da sociedade civil haitiana criticaram duramente a comunidade internacional por apoiar Henry e insistiram em um novo governo interino desvinculado dos partidos políticos do Haiti. Além disso, o Senado não-funcional do Haiti rejeitou o acordo entre os dois candidatos. Os membros do órgão votaram anteriormente para nomear o presidente do Senado, Joseph Lambert, como presidente interino do país. Essa tentativa foi ignorada pela comunidade internacional.
“SBT”
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