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Número de mortes em megaoperação do Rio é 650% maior que média diária de letalidade policial no Brasil
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Enquanto ação no estado resultou em ao menos 124 vítimas, país alcançou média de 17 óbitos por dia em decorrência de intervenções policiais em 2024
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A megaoperação das polícias Civil e Militar que deixou ao menos 124 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, superou em cerca de 650% a média diária de óbitos em decorrência de intervenções policiais no Brasil. No ano passado, conforme informações do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o país registrou 6.243 pessoas mortas em decorrência de intervenções de policiais militares e civis da ativa, tanto em serviço quanto fora dele, alcançando uma média de 17 óbitos por dia.
Até a noite desta terça-feira, haviam 64 mortes confirmadas, sendo quatro policiais. Ao longo da madrugada e da manhã desta quarta-feira, no entanto, outros 60 corpos foram levados até a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Os cadáveres foram retirados da mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde ocorreram os confrontos mais violentos entre policiais e traficantes.
Em 2024, houve uma redução de 3,1% nesse tipo de ocorrência na comparação com o ano anterior, quando o país registrou 6.413 mortes. Do número total obtido no ano passado, 703 foram no estado do Rio de Janeiro, uma média de 1,9 mortes diária devido à intervenções policiais.
A polícia do Amapá segue sendo a mais letal do país, conforme já registrado em levantamentos anteriores, com uma média de 17,1 homicídios a cada 100 mil habitantes. A Bahia vem em seguida, com 10,5 homicídios cometidos por policiais a cada 100 mil habitantes. A cidade com maior número de mortes por agentes das polícias Militar e Civil foi Santo Antônio de Jesus, na Bahia, com uma taxa de 30,2 de morte decorrente de intervenção policial (MDIP) a cada 100 mil habitantes.
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