MUNDO
Netanyahu diz que espera concluir uma nova ofensiva em Gaza ‘com bastante rapidez’
Publicado em
11 de agosto de 2025MUNDO
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala durante coletiva de imprensa em Jerusalém. 21/05/2025 Foto: REUTERS/Ronen Zvulun/Pool
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse no domingo, 10, que espera concluir uma nova ofensiva em Gaza “com bastante rapidez”, enquanto o Conselho de Segurança da ONU ouviu novas exigências para pôr fim ao sofrimento no enclave palestino.
Netanyahu, falando depois que seu gabinete de segurança aprovou na sexta-feira um plano muito criticado para assumir o controle da cidade de Gaza, disse que não tem escolha a não ser “concluir o trabalho” e derrotar o Hamas para libertar os reféns apreendidos de Israel.
Ele disse que a nova ofensiva em Gaza tem como objetivo atacar dois redutos remanescentes do Hamas, no que ele disse ser sua única opção devido à recusa do grupo palestino em depor suas armas. O Hamas afirma que não se desarmará a menos que um Estado palestino independente seja estabelecido.
Neste domingo, Benjamin Netanyahu conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os novos planos de ofensiva de Israel em Gaza, informou o gabinete do primeiro-ministro israelense no domingo.
“Os dois discutiram os planos de Israel de assumir o controle das fortalezas remanescentes do Hamas em Gaza para pôr fim à guerra, garantindo a libertação dos reféns e derrotando o Hamas”, disse o gabinete de Netanyahu.
Não ficou claro quando começaria a ofensiva, que seria a última das sucessivas tentativas dos militares israelenses de retirar os militantes da Cidade de Gaza.
“O cronograma que estabelecemos para a ação é bastante rápido. Queremos, antes de mais nada, permitir o estabelecimento de zonas seguras para que a população civil da Cidade de Gaza possa sair”, acrescentou.
A cidade, que abrigava um milhão de pessoas antes da guerra de dois anos, seria transferida para “zonas seguras”, disse ele. Os palestinos afirmam que essas zonas não os protegeram do fogo israelense no passado.
O chefe militar de Israel expressou sua oposição à ocupação de toda a Faixa de Gaza e advertiu que a expansão da ofensiva poderia colocar em risco a vida dos reféns que o Hamas ainda mantém e levar suas tropas a uma prolongada e mortal guerra de guerrilha.
Netanyahu disse que seu objetivo não era ocupar Gaza. “Queremos um cinturão de segurança bem próximo à nossa fronteira, mas não queremos ficar em Gaza. Esse não é o nosso objetivo”, disse ele.
Representantes europeus nas Nações Unidas disseram que a fome está se instalando em Gaza e que o plano de Israel só pioraria a situação.
“A expansão das operações militares só colocará em risco a vida de todos os civis em Gaza, incluindo os reféns restantes, e resultará em mais sofrimento desnecessário”, disseram Dinamarca, França, Grécia, Eslovênia e Reino Unido em uma declaração conjunta.
“Essa é uma crise provocada pelo homem e, portanto, é necessária uma ação urgente para acabar com a fome e aumentar a ajuda em Gaza”, afirmaram.
A desnutrição é generalizada no enclave devido ao que as agências de ajuda internacional dizem ser um plano deliberado de Israel para restringir a ajuda. Israel rejeita essa alegação, culpando o Hamas pela fome entre os palestinos e dizendo que muita ajuda foi distribuída.
O representante dos EUA no Conselho de Segurança defendeu Netanhayu e disse que Washington está comprometido em atender às necessidades humanitárias, libertar os reféns e alcançar a paz.
Netanyahu disse que Israel estava trabalhando com Washington para criar uma onda de ajuda para Gaza, inclusive por terra.
FOME
Mais cinco pessoas, incluindo duas crianças, morreram de desnutrição e fome em Gaza nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde de Gaza, elevando o número de mortes por essas causas para 217, incluindo 100 crianças.
O escritório de mídia do governo de Gaza, administrado pelo Hamas, disse que outras 23 pessoas foram mortas até o momento na guerra por lançamentos aéreos de assistência, aos quais os países recorreram devido às dificuldades de transporte rodoviário.
No último caso, uma caixa de assistência lançada de paraquedas matou um menino de 14 anos que aguardava comida com outros palestinos desesperados em um acampamento de barracas no centro de Gaza, de acordo com médicos e vídeos verificados pela Reuters.
“Temos alertado repetidamente sobre os perigos desses métodos desumanos e temos pedido consistentemente a entrega segura e suficiente de ajuda por meio de passagens terrestres, especialmente alimentos, fórmulas infantis, remédios e suprimentos médicos”, disse.
A Itália disse que Israel deveria dar atenção aos avisos de seu próprio exército antes de enviar mais tropas para Gaza, onde o exército israelense já detém grande parte do território.
“A invasão de Gaza corre o risco de se transformar em um Vietnã para os soldados israelenses”, disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, em entrevista ao jornal Il Messaggero.
A guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando militantes liderados pelo Hamas invadiram o sul de Israel, mataram 1.200 pessoas e fizeram 251 reféns. As autoridades israelenses dizem que 20 dos 50 reféns restantes em Gaza estão vivos.
A ofensiva de Israel desde então matou mais de 61.000 palestinos, de acordo com autoridades de saúde, e deixou grande parte do território em ruínas.
MUNDO
Trump diz que adiou ataques contra usinas do Irã após conversas ‘muito boas’
Publicados
3 meses atrásem
23 de março de 2026Por
Joel Teixeira
Conversas entre os dois países continuarão ao longo desta semana, afirmou o presidente dos EUA
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que ordenou a suspensão dos ataques que havia ameaçado realizar contra a infraestrutura energética iraniana, após “conversas muito boas e produtivas” com Teerã, e que as negociações devem avançar nesta semana.
+ Petróleo tem forte queda após declaração de Trump
Os Estados Unidos e o Irã “tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, escreveu Trump, em letras maiúsculas, no início desta segunda-feira em sua plataforma Truth Social.
“Com base no teor e no tom” das conversas, “que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todo e qualquer ataque militar contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, condicionado ao sucesso das reuniões em curso”, acrescentou.
Israel mantém ataques contra o Irã
Israel lançou nesta segunda-feira (23) uma nova onda de ataques contra o Irã, que ameaçou adotar medidas de retaliação contra infraestruturas de energia no Oriente Médio, em uma guerra que levou o mundo à pior crise energética em décadas. A imprensa iraniana relatou explosões em Teerã depois que Israel anunciou uma “onda de ataques” contra a capital iraniana, enquanto Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também interceptaram mísseis e drones.
Pelo menos 40 “infraestruturas energéticas na região estão gravemente ou muito gravemente danificadas ao longo de nove países” do Oriente Médio, afirmou o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. Teerã respondeu aos ataques com mísseis e drones contra Israel e os países do Golfo, atingindo instalações de energia e embaixadas dos Estados Unidos. Também interrompeu o trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, passava 20% da produção mundial de hidrocarbonetos.
Pedágio no Estreito de Ormuz

Navio de carga cruza o Estreito de Ormuz
Nesta segunda-feira, as Bolsas asiáticas fecharam em quedas expressivas (Tóquio perdeu 3,47% e Seul recuou 6,5%), enquanto os preços do petróleo operavam em alta: o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, subia 1,66%, a 99,86 dólares, e o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, avançava 0,7%, a 112,98 dólares.
Nos últimos dias, o Irã permitiu a navegação de alguns navios de países que considera amigos pelo Estreito de Ormuz e advertiu que impediria a passagem de embarcações de nações que, na visão de Teerã, se uniram à “agressão” contra a República Islâmica. O Parlamento iraniano examina a possibilidade de impor a cobrança de pedágio aos navios que cruzam o estreito. Ghalibaf afirmou que o tráfego marítimo “não voltará à condição anterior à guerra”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a campanha contra o Irã poderá durar bastante tempo. Israel também ampliou a campanha terrestre contra o movimento pró-iraniano Hezbollah no Líbano e advertiu que será uma operação prolongada. “Cidadãos de Israel, teremos mais semanas de combates contra o Irã e o Hezbollah”, afirmou o porta-voz militar israelense, o general de brigada Effie Defrin.
Israel ordenou a destruição de pontes que seriam utilizadas pelo Hezbollah para atravessar o rio Litani, 30 km ao norte da fronteira. Mais de 1.000 pessoas morreram no Líbano desde o início dos ataques de Israel, segundo o Ministério da Saúde, e mais de um milhão foram deslocadas. O presidente libanês, Joseph Aoun, advertiu que os ataques contra a ponte são “o prelúdio de uma invasão terrestre”.
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