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Famílias pedem liberação de parentes; Hamas pode ter ainda 120 reféns

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No final de novembro, durante uma trégua de seis dias na guerra contra Israel, o movimento radical palestino
Hamas libertou 105 reféns em troca de dezenas de prisioneiros palestinos detidos por Israel. As famílias dos
reféns que ainda estão em cativeiro aumentaram a pressão sobre o governo de Benjamin Netanyahu para aceitar
uma nova pausa na contraofensiva.
No entanto, as conversações entre o líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, e mediadores egípcios em Cairo, na
quarta-feira, não resultaram em nenhum acordo. Haniyeh afirmou que nenhum refém será libertado sem um
cessar-fogo permanente. Netanyahu, por sua vez, mantém a postura de que a guerra continuará até a erradicação.
O Crescente Vermelho da Palestina relata que as forças israelenses continuam a cercar o centro de ambulâncias
da instituição no campo de refugiados de Jabalia, no norte de Gaza. Os bombardeios intensos nas proximidades
do centro persistem, acompanhados de tiros israelenses, de acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho.
Sean Casey, chefe de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS), descreveu as unidades hospitalares no
norte da Faixa de Gaza como "hospícios" onde as pessoas aguardam a morte. Os serviços de saúde na região
perderam a capacidade cirúrgica, colocando em risco muitos feridos graves com a possibilidade de contrair
infecções potencialmente mortais.

Uma nova tentativa de aprovar um cessar-fogo, proposto pelos Emirados Árabes Unidos, está programada para
esta quinta-feira. No entanto, as negociações diplomáticas enfrentam tensões, e há a perspectiva de um novo
veto por parte da delegação norte-americana. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken,
afirmou que trabalha para garantir que a chegada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza não seja afetada pelos
eventos na sede das Nações Unidas, em Nova York.

"EBC"
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