Negacionismo mata!
Ativista ‘antimáscaras’, morre de Covid-19 aos 30 anos nos Estados Unidos
MUNDO
Por Kaique Lima
Caleb Wallace, líder de um movimento antimáscara e antivacinas dos Estados Unidos, morreu no último sábado (28) vítima da Covid-19. O ativista, que fundou o movimento “San Angelo Freedom Fighters” (Defensoresda Liberdade de San Angelo, em tradução livre), tinha 30 anos e deixa esposa, que está grávida de oito meses, e mais três filhas.
De acordo com o portal de notícias Yahoo, Caleb Wallace vivia na cidade de San Angelo, no Texas, e organizou alguns comícios contra o uso de máscaras no ano passado. O ativista também se dizia contrário às vacinas e declarava que não tomaria o imunizante. Ao sentir os primeiros sintomas da Covid-19, Wallace também se negou a fazer testes para verificar se estava com a doença.
Tratamentos ineficazes
Ao ver uma leve piora nos sintomas, o ativista resolveu se tratar em casa, tomando medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como ivermectina, zinco, vitamina C e ácido acetilsalicílico. Porém, cerca de quatro dias depois dos primeiros sintomas, Caleb Wallace teve uma piora acentuada e precisou ser internado em um hospital em San Angelo.
De acordo com Jessica Wallace, esposa de Caleb, ele era muito teimoso, e mesmo com a piora em seu quadro clínico, não queria ir ao médico para não fazer parte das estatísticas de testes positivos para Covid-19, segundo ele, os testes RT-PCR eram uma fraude do governo. Mas mesmo contra sua vontade, ele acabou sendo hospitalizado em 30 de julho e precisou ser intubado em 8 de agosto.
Vaquinha online

Neste meio tempo, Jessica precisou fazer uma vaquinha na plataforma GoFundMe para pagar os custos do tratamento do marido e as contas domésticas da família, até o momento, ela conseguiu arrecadar quase US$ 64.000 (cerca de R$ 333.000). Segundo ela, Caleb Wallace preferia que ela não trabalhasse fora e se dedicasse apenas às filhas.
Em 2020, o ativista organizou uma manifestação em San Angelo contra o que ele chamava de “controle governamental” sobre as vidas dos cidadãos, que era a forma que ele usava para se referir aos protocolos contra a disseminação da Covid-19. Wallace defendia que o uso obrigatório de máscaras feria a liberdade individual dos cidadãos americanos sem apresentar evidências de eficácia.
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