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SAÚDE E BEM ESTAR / AGOSTO DOURADO

Mães contam experiências durante o ato de alimentar o bebê pela primeira vez e como isso é particular de cada mulher

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MULHER

“No primeiro dia que amamentei minha filha, eu percebi que não seria nada fácil. Os meus seios racharam muito, ficaram na carne viva, eu chorava de um lado, minha filha chorava de outro. Meu leite pingava e eu não conseguia colocar a neném pra mamar, porque ela não pegava todo o peito, ela pegava só o bico, eu ficava desesperada”, o relato da mãe de primeira viagem Nayrha Michelly Pedroso Novais, desmistifica a impressão de que só de alegrias o ato de amamentação representa.

É comum embelezar a maternidade, o ato de ser mãe, gerar e parir um filho, sempre parece bonito aos olhos do mundo. Quem nunca escutou a frase “amamentar é um ato de amor”, o que não deixa de ser verdade, mas vai muito além do amor entre mãe e filho. É necessário que haja, principalmente por parte dos que estão ao redor das mães recém-paridas, a compreensão que alimentar um bebê dói, fere, machuca e nem sempre as mulheres sabem como fazer isso.

Nayrha Michelly Pedroso Novais, é mamãe de primeira viagem da pequena Heloísa Maria de seis meses, e disse que sofreu muitos desafios no começo da amamentação. Segundo ela, desde quando descobriu estar grávida, um mundo de fantasia se formou em sua mente, até vir a realidade.
A bancária precisou dar fórmula para a filha e contou que neste momento, o ‘mundo desabou’ para ela. “Tive que dar o ‘Nan’ (formula infantil) pra ela, foi quando meu mundo desabou. Cheguei a me sentir menos mãe por isso, por não estar conseguindo dar o alimento para minha filha. Eu queria tanto amamentar, chorei tanto, tive várias crises. Foi uma fase bem difícil”, contou ela.

A bancaria ressalta que pensou até em procurar uma consultoria de amamentação, mas os preços são muito altos. “A minha sorte foi que uma tia minha veio do Nordeste para cá, e ela me ajudou muito nessa parte de amamentação”, ressaltou.

Marli Eliane Uecker, nutricionista coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Júlio Muller, explicou que amamentar o bebê é um momento de muitos desafios para algumas mulheres. “É um momento de insegurança, de muitas informações novas em relação ao cuidado do bebê e também de responsabilidade com a amamentação. Esta quando mal conduzida, mal apoiada pelo companheiro ou pelos familiares, acaba trazendo muita ansiedade a mulher e isto pode atrasar a descida do leite. O cansaço dela também pode contribuir para a busca de recursos mais fáceis para momento, como a introdução de fórmulas infantis”, disse.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o leite materno é um alimento específico, natural e vivo, que se adapta a cada fase da criança. Quando o bebê é alimentado com leite materno, é oferecido tudo que é necessário naquele momento. Segundo Marli, o sucesso da amamentação irá acontecer com paciência, persistência e apoio dos envolvidos.

Mãe de dois, Debora Cunha, vendedora de seguros, está na fase puérpera. Ela deu à luz ao pequeno Nicolas de apenas 15 dias. Diferente de Nayrha, ela não teve problemas ao amamentar o primeiro nem o segundo filho. “Creio que o preparo antes, na fase da gravidez, ajudou muito para esse período. Entendo que nem todas as mulheres têm esse privilégio de não sentir dor. Penso que minha alegria e vontade de ver meu filho se alimentando de mim, ajudou muito também a esquecer, ou nem perceber se teve rachadura”, disse.

Ela conta ainda que como tem muito leite, faz doação ao banco de leite do hospital onde ela deu à luz. “Tenho muito leite graças a Deus, mas o Nicolas não consegue vencer (risos), então acabo doando. Fiz um cadastro no hospital e tiro o leite uma vez por semana e eles vêm buscar”, contou.

Em alusão ao ato de amamentar, o mês de agosto é conhecido como “Agosto Dourado” e simboliza a luta pelo incentivo a amamentação. Criado em 2017 pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a campanha é realizada anualmente na primeira semana do mês, entre os dias 1º e 7. Para as mamães de primeira viagem, o site www.sbp.com.br tem diversas dicas, estudos e informações que podem auxiliar sobre a amamentação.

Banco de Leite

O Banco de Leite Humano (BLH) é um serviço especializado que apoia e incentiva o aleitamento materno, como também capta doadoras de leite, pasteuriza e distribui o leite humano doado aos prematuros internados em UTINeonatal.

De acordo com a médica pediatra neonatologista e coordenadora da linha materno infantil hospital Santa Rosa Paula Gattass Bumlai, a amamentação de bebês prematuros é possível e essencial para o desenvolvimento e imunidade deles.

“O leite materno é considerado um alimento vivo, rico em células de defesa, em nutrientes, e em lactobacilos. Existem ainda muitos medos e dúvidas em torno do aleitamento materno. Muitos pais e cuidadores acham que o leite da mãe de prematuro é ‘fraco’, ou que o bebê precisa somente ser alimentado por fórmula láctea, mas isso é um mito”, disse a médica.

Confira os postos de coleta:
Hospital Geral Universitário
Banco de Leite Humano Dr. José de Faria Vinagre
Rua Treze de Junho, centro Tel.: 65-3363-7035

Hospital Universitário Júlio Muller
Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Júlio Muller
Rua Luis Philippe Pereira Leite, s/n, Alvorada Tel.: 3615-7203

Drive Thru – Santa Helena
Avenida Presidente Marques, Hospital Santa Helena
Tel.: 65-3621-3922

Femina
Hospital e Martenidade Clínica Femina
R. Corumbá, 538, Baú Tel.: 65-2128-9183

“Estadão Mato Grosso”

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Rebeldes resistem em vale no Afeganistão; Talibã forma governo

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As forças do Talibã e combatentes leais ao líder local, Ahmad Massoud, lutavam no Vale do Panjshir, nessa quinta-feira (2), mais de duas semanas após a milícia islâmica tomar o poder. Enquanto isso, os líderes do Talibã na capital Cabul trabalham para formar um governo. 

Panjshir é a última província a resistir ao domínio do Talibã, que retomou o controle do país conforme as tropas norte-americanas e de seus aliados se retiravam, depois de 20 anos de conflito iniciados com os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. 

Os dois lados disseram ter provocado grandes danos e fatalidades.  

“Começamos as operações após a negociação com o grupo armado local fracassar”, disse o porta-voz do Talibã Zabihullah Mujahid.

Guerrilheiros do grupo entraram em Panjshir e tomaram o controle de partes do território, segundo o porta-voz. “Eles [os inimigos] sofreram perdas pesadas.”

Um porta-voz da Frente Nacional de Resistência do Afeganistão, por sua vez, afirmou que o grupo rebelde tinha total controle de todas as passagens e entradas da região e que havia repelido as iniciativas pela tomada do distrito de Shotul.

“O inimigo fez múltiplas tentativas para entrar em Shotul, a partir de Jabul-Saraj, e fracassou em todas elas”, disse, em referência a uma cidade na província vizinha de Parwan. 

‘Reuters’

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