Governador apontou “muita irresponsabilidade” em trecho do texto, que está sob análise no Senado
Sem Fethab, infraestrutura de MT vai colapsar, alerta Mendes
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes (União) afirmou nesta sexta-feira (18) que a possível exclusão do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) na Reforma Tributária poderá levar ao colapso da infraestrutura no Estado.
O Fethab é a taxa paga pelo agronegócio cujo montante é investido em infraestrutura e habitação. A Reforma Tributaria, aprovada pela Câmara Federal, e em trâmite no Senado, permitiu que a contribuição continue sendo cobrada até 2043. Ocorre que um movimento de ruralistas dentro do Senado quer acabar com o fundo.
Mendes explicou que no Estado, por conta do fluxo de carga, a malha viária tem que passar por manutenção de três em três anos, fazendo com que os gastos públicos sejam altos.
Sem Fethab, a infraestrutura do Estado vai entrar em colapso nos próximos anos
“Por isso, eu tenho feito um esforço gigantesco para manter o Fethab, porque ele é uma importante fonte de investimento para nossa infraestrutura. Sem ele, a infraestrutura do Estado vai entrar em colapso nos próximos anos”, afirmou, durante evento em Sinop.
“Nós estaremos finalizando esse mandato com mais de 5 mil quilômetros de rodovias asfaltadas. Porém, uma rodovia submetida ao tráfego intenso precisa de manutenção a cada três ou quatro anos. E se não submetermos à manutenção, vai colapsar”.
“[…] Essa reforma, se continuar como está, no futuro não muito distante, vai colapsar o sistema público no nosso País”, emendou.
A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (18), durante a abertura de 30 leitos pediátricos no Hospital Regional de Sinop.
Fazendo conta
Depois que eu comecei a fazer muitas contas com o secretário Rogério Gallo, estou ainda mais preocupado
O governador ainda afirmou que não é contra a Reforma Tributária no País, e sim contra alguns dispositivos, que fazem com que parte dos estados perca recursos ao longo dos anos.
Por isso, disse que continuará o diálogo com líderes políticos em Brasília.
“Ninguém está fazendo conta. Tem que fazer conta. Depois que eu comecei a fazer muitas contas com o secretário Rogério Gallo, estou ainda mais preocupado”, disse.
“Essa reforma é algo, como sempre acontece no País, de muita irresponsabilidade na área política. Eu estou fazendo um esforço grande para salvar o que posso no Estado de Mato Grosso”.
O texto está em tramitação no Senado e a expectativa é que seja aprovado ainda neste ano.
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