Rodovia é administrada pela concessionária Rota do Oeste, que já anunciou que vai desistir do contrato
Mendes teme demora de até 5 anos e diz que constrói alternativa
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes (União Brasil) disse temer que o impasse sobre a retomada da duplicação da BR-163 demore até cinco anos para ser resolvido. Segundo ele, as obras já deviam ter sido terminadas em 2019.
A rodovia é administrada pela concessionária Rota do Oeste, que anunciou a devolução para o Governo Federal, que pretende fazer uma nova licitação. O temor do governo é que essa relicitação fique emperrada.
Nesta semana o governador afirmou que está trabalhando, de forma silenciosa, para conseguir agilizar uma solução mais rápida.
“A gente está construindo a outra alternativa. Eu sou um cara que gosta de trabalhar, mas é ruim ficar antecipando alternativa. O que posso garantir a todos é que o Governo está muito próximo desse problema. Não gosto de ficar falando porque pode dar problema, mas até agora está indo muito bem, sempre de maneira silenciosa. Quando ver, a solução vai estar pronta”, afirmou em entrevista à rádio Centro América na sexta-feira (12).
Segundo o governador, uma nova licitação por parte do Governo Federal seria algo muito penoso para o Estado. “Esse problema pode demorar de quatro a cinco anos para ter obra, no caminho que estamos aí. Não dá, pelo amor de Deus. É um problema federal, mas é um problema nosso, do cidadão, do caminhoneiro, das pessoas que passam pela 163 no dia a dia”, declarou.
Mendes explicou que a demora ocorreria caso fosse feita uma licitação para realizar a duplicação. Neste cenário, o governador afirma que as obras na rodovia começariam daqui quatro anos.
Para o chefe do Executivo, esta demora acarretaria mais quatro anos de mortes na BR, que tem registro de acidente quase todos os dias.
“Uma parte foi feita pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a outra não. Eu já me pronunciei várias vezes, é um absurdo, um verdadeiro absurdo. Como governador já cobrei, falei várias vezes com o ministro, estive em Brasília, cobrei da bancada federal. É um absurdo porque estamos pagando pedágio, mas as coisas não estão acontecendo”, lamentou Mendes.
O contrato com a Rota do Oeste foi celebrado em 2014, durante o Governo Dilma Rousseff (PT). Entre os acordos não cumpridos pela empresa, está a duplicação do trecho Cuiabá-Sinop.
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