Mato Grosso
Mendes é citado em CPI da covid em esquema na venda de vacinas.
MATO GROSSO
Documentos extraídos do celular do policial militar, vendedor de vacinas, Luiz Paulo Dominguetti, pela Polícia Federal, mostram uma negociação não concretizada e citam o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), sobre uma “comissão” de US$ 2 por dose da vacina contra a Covid-19.
A ação dos intermediários na venda de vacinas para o Ministério da Saúde é o principal tema das investigações na CPI da Covid-19. Esses grupos queriam intermediar o processo de venda de imunizantes entre as fabricantes e o Governo Federal, mas eles também tentaram negociar com os governos estaduais.
Em um e-mail enviado por Helder Mello, outro investigado na CPI, para o cabo da PM tem os detalhes da negociação. De cada dose comprada pelo governo de Mato Grosso a US$ 14, US$ 2 seriam o que os intermediários chamaram de ‘comissão’, US$ 1 iria para o comprador e o outro dólar seria dividido entre Helder, Luiz Paulo Dominghetti e quem intermediou o contato.
No e-mail, Helder lembra a importância de fornecer a carta que comprovasse representação da Davati por Cristiano Carvalho para garantir que tudo caminhasse de forma oficial.
Outros dados extraídos do celular periciado a pedido da CPI da Covid também revelam mensagens enviadas por Dominghetti para Cristiano. No texto, Dominghetti se mostra empolgado com o avanço das negociações.
Em outra mensagem, o governador de Mato Grosso é citado: “O governador vai entrar em contato com você para afinar a compra”.
Em nota, a assessoria do governo de Mato Grosso informou que, em março, o secretário chefe da casa civil, Mauro Carvalho, recebeu um e-mail enviado por Helder Mello. O homem se apresentou como representante da empresa Davati Medical Supply.
Ainda de acordo com a nota, o secretário pediu uma carta de representação da empresa. Como o documento não foi apresentado, o governo não deu sequência às negociações, ou seja, não houve qualquer tratativa com a empresa seja sobre preço ou forma de pagamento.
A assessoria informou também que o documento é condição obrigatória para qualquer negociação, pois é um instrumento necessário para a segurança jurídica.
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