O grupo queria pedir a soltura do cacique apoiador do presidente Jair Bolsonaro

Indígenas furam bloqueio do STF em protesto por cacique de MT

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MATO GROSSO

Um grupo de indígenas furou bloqueio e invadiu a marquise do STF (Supremo Tribunal Federal) no começo da noite deste domingo (25).

Inicialmente, o ato foi considerado pacífico. Mas, no final da noite, a PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) informou que ao menos dez pessoas foram detidas com: estilingues,bolinhas de gude,facase rádios transmissores.

O grupo queria pedir a soltura do cacique José Acácio Serere Xavante, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes devido a atos antidemocráticos.

Eles saltaram o primeiro alambrado que cerca a sede da Suprema Corte, mas não chegaram a entrar no prédio. 

Ao UOL, a PM-DF informou que a manifestação foi pacífica e começou por volta das 18h30. Os militares negociaram com os indígenas, que aceitaram deixar o local.

Por volta das 21h30 deste domingo, porém, policiais militares foram “informados sobre um grupo de manifestantes que seguiam em direção ao STF”, disse a corporação em nota.

As pessoas detidas foram levadas à 5ª Delegacia, “onde foi confeccionado um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo porte de arma branca”.

De acordo com a PM, os detidos “fariam um protesto no STF por conta da manutenção da prisão do indígena Serere Xavante”.

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Procurado por telefone e e-mail, o STF ainda não se manifestou sobre o ocorrido até o momento.

Quando o cacique foi preso?

A prisão do cacique provocou uma série de ataques de extremistas bolsonaristas, que queimaram ônibus e carros no centro de Brasília no último dia 12.

O grupo também tentou invadir a sede da PF (Polícia Federal) na capital, mas foram afastados pela Polícia Militar.

Por que o indígena foi detido?

Serere foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes por suspeita de ameaça de agressão e de perseguição contra o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

Segundo investigações da PF, Serere realizou manifestações de cunho antidemocrático em diversos locais da capital federal, como em frente ao Congresso Nacional, no Aeroporto Internacional de Brasília, no centro de compras Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios e em frente ao hotel onde estão hospedados o presidente e o vice-presidente da República eleitos.

“A manifestação, em tese, criminosa e antidemocrática, revestiu-se do claro intuito de instigar a população a tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo a posse do presidente e do vice-presidente da República eleitos”, registrou a PGR.

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Moraes ressaltou que as condutas do investigado apresentam “agudo grau de gravidade” e que Serere Xavante convocou expressamente pessoas armadas para impedir a diplomação dos eleitos.

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“FOLHAPRESS”
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MATO GROSSO

“Rei do Porco” se curva aos pés de Bolsonaro e ora pela volta dele à Presidência

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Por Joel Teixeira
O empresário e suinocultor, Reinaldo Morais (PL) conhecido como “Rei do Porco”, se curvou diante dos pés de Jair Bolsonaro e orou pela volta dele à Presidência da República, enquanto outro homem visivelmente emocionado, ungia com óleo os tornozelos do ex-presidente.
A devoção foi feita nas dependências da Suinobras, empresa de Morais em Diamantino (MT). Após as orações, foi oferecido um jantar e pouso a Bolsonaro. O fato ocorreu na noite de segunda-feira(8). 
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