Mato Grosso conseguiu aumentar em 46% suas exportações nos primeiros oito meses do ano
Exportações de MT crescem R$ 37 bilhões; PIB deverá avançar 4%
ECONOMIA
Mato Grosso conseguiu incrementar em 46% sua exportação de produtos nos oito primeiro meses do ano na comparação com o mesmo período de 2021. O incremento foi de US$ 7,1 bilhões, ou R$ 37 bilhões na cotação atual.
De janeiro a agosto, o Estado faturou um total de US$ 22,685 bilhões (R$ 117,054 bilhões) com as exportações. Já em 2021, no mesmo período, as vendas chegaram a US$ 15,511 bilhões R$ 80,036 bilhões).
Os dados foram apresentados pela Secretaria de Estado de Fazenda em audiência realizada na Assembleia nesta semana.
A Sefaz ainda detalhou que dos produtos exportados a soja ocupou mais da metade da demanda, com 57%.
Na sequência vem o milho não roído, com 12%, seguido pelo farelo de soja, farinha de carne e outros, com 11%.
Em quarto lugar, com 7,7%, aparece a carne bovina fresca resfriada. Algodão bruto, gorduras e óleos vegetais vêm em seguida.
Estimativa do PIB
Os dados compartilhados pela Secretaria também fazem uma previsão sobre o Produto Interno Bruto (PIB), com base nas análises do cenário econômico de Mato Grosso e do Brasil.
Conforme a estimativa, o PIB de Mato Grosso deve crescer 4,05% este ano. A porcentagem é quase o dobro do previsto para o País, que é de 2,4%.
A expectativa é que no próximo ano, no entanto, é que o PIB perca fôlego e cresça 3,75% no Estado. Já o Brasil não deve passar de 0,5%.
O Governo do Estado prevê que no próximo ano Mato Grosso possa ser afetado economicamento por uma recessão global, atrelada à consequência da guerra da Rússia na Ucrânia.
Veja os gráficos:
“Mídia News”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta





