O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de Cuiabá, que acaba de retomar o comando do setor de saúde pública da capital – que por força de decisão judicial foi gerido por um Gabinete de Intervenção Estadual, de março até dezembro de 2023– divulgou imagens, na noite desta terça-feira (2), da situação precária de uma unidade de saúde entregue no último dia 31, ou seja, há poucas horas atrás, totalmente alagada.
O gestor lamentou a péssima qualidade do serviço executado pelo Gabinete de Intervenção, que anunciou a obra da Unidade da Saúde da Familia – USF do bairro Ouro Fino e Serra Dourada como sendo mais um ‘grande feito’ do trabalho. Emanuel garantiu que o vídeo lhe chegou por denúncia da população, que lhe cobrou uma visita no local.
Pinheiro detalhou que existem inúmeras inconformidades técnicas no projeto, garantiu que irá no ESF e vai encontrar uma solução rápida para o “investimento de dinheiro público mal feito”. Emanuel também indicou que, por questão de transparência, vai seguir expondo a realidade que lhe foi entregue pelo Gabinete de Intervenção.
A situação ilustra bem o sentimento popular de desaprovação das ações do Executivo Estadual na saúde cuiabana. O cidadão não foi influenciado pela insistente campanha patrocinada pelo Governo do Estado em majoritária parte dos veículos de comunicação do estado na tentativa de criar um ambiente de evolução. O MINUTO MT já havia mostrado isso após a divulgação de uma pesquisa recente e o Gazeta Digital confirmou a situação em enquete.
No site de um dos maiores portais do estado , 76% dos leitores afirmaram ter percebido uma piora no atendimento da saúde durante a Intervenção Estadual. Outros 12% acreditam que não mudou nada e apenas 11% disseram que perceberam uma melhora ao serem atendidos. Durante a Intervenção, cenas de truculência foram registradas com a presença da polícia em unidades de saúde para conter a fúria popular pelo atendimento precário.
‘Nova gestão’
O prefeito reassumiu o setor e já passou o facão em diversos servidores comissionados abrigados na pasta pelo grupo político que comando o Governo do Estado. Já durante a virada, para assegurar o atendimento nas unidades de saúde, Emanuel nomeou em regime de plantão o especialista em Saúde, Oscarlino Alves e o médico Anderson Torres, para comandar o setor temporariamente.
Ambos são responsáveis por detalhar em relatório o atual cenário das unidades de saúde após o período interventivo. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado entre o Gabinete de Intervenção (representando o Município) e o Ministério Público com inúmeras obrigações que a gestão municipal deverá assumir.
Uma das penalidades previstas para o descumprimento do documento é o imediato retorno da intervenção.
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