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Atleta de MT entra para história do automobilismo como primeiro piloto autista no país: “aprendi a dirigir com oito anos”

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Aos 22 anos de idade, Dimitry Fernandes Kalinowski, acaba de entrar para a história do automobilismo do estado como o primeiro piloto diagnosticado com Transtorno de Espectro Autista (TEA) do Brasil. A conquista pessoal, porém, também é, sobretudo, para a comunidade autista que, ainda hoje, enfrenta a falta de políticas públicas e estigmas sociais. 

O primeiro contato de Dimy com o automobilismo foi quando ele ainda tinha 3 anos de idade, assistindo às 500 Milhas de Indianápolis, uma das mais tradicionais corridas do desporto. Dali em diante, ainda por coincidência, episódios como este se tornaram cada vez mais frequentes. A paixão, ele conta, se confirmou um ano depois, quando ele tinha quatro anos. 

“O irmão mais velho da minha mãe, levou-me a uma corrida num kart indoor, em Joinville [Santa Catarina] e aí eu corri e gostei tanto, que defini que eu queria fazer aquilo como profissão”, diz Dimy. Inicialmente, por medo e receio de que não fosse ser apoiado em sua decisão, ele decidiu não contar para a família, principalmente para o pai.  
“Eu tentava reprimir, aceitar que eu teria que fazer outra coisa”. Aos onze anos, quando finalmente contou que pretendia abandonar os estudos para seguir o sonho pelo automobilismo, a reação foi a que ele esperava. O pai não aceitou. Quando estava no final do ensino médio, aos 17 anos, porém, ele retomou o assunto. 
A reação do pai foi a mesma, com a diferença que, desta vez, a mãe, Branca Fernandes, o apoiou assim que se deu conta que este se tratava, na verdade, do hiperfoco do filho. O fenômeno é uma forma intensa de concentração em um mesmo assunto, tópico ou tarefa, que é bastante frequente em pessoas com TEA. 
“Passou despercebido por mim justamente por ele ser um autista que, por mais que tenha capacidade de falar, pouco comunicava [quando mais jovem]”, conta ela. “A partir do momento que ele manifestou essa situação de não querer outra coisa, senão ser piloto, eu me comprometi com ele que eu faria de tudo pra que ele pudesse realizar essa vocação”. 
Apesar da recente conquista do filho, a mãe conta que a felicidade da família também se mistura a angústia e o medo de Dimy poder não continuar correndo. Cada competição, segundo ela, pode custar até R$ 2.500. Sem patrocinador, como acontece com vários pilotos de alta performance, ele corre o risco de ter que interromper a, ainda prematura, carreira.
“Esse é o momento que a gente tá tendo condição dele treinar e dele participar de uma corrida. Mas a continuidade é muito incerta, a continuidade dele vai ser conseguindo patrocínio, sem patrocínio não tem como ele continuar nas pistas fazendo o que ele sabe fazer e mostrando esse potencial todo que ele tem”.
No último fim de semana, após quatro anos de dedicação em que fez cursos de mecânica, conseguiu comprar um kart usado e atravessou hiatos e interrupções nos seus treinos – principalmente pela dificuldade de arcar com os custos elevados da prática do esporte – ele participou da sua primeira corrida oficial após ter se credenciado na Federação de Automobilismo do Estado de Mato Grosso (FAEMT). 
“Consegui terminar em quinto e foi uma surpresa para mim porque no final eu queria ficar para ver o pódio mas não pensei que estaria nele”, conta Dimy ao comemorar a colocação, importante para a primeira corrida de um recém credenciado.
Como primeiro piloto autista do estado, Dimitry faz questão de concentrar sua mensagem no incentivo para que pessoas da comunidade autista ocupem cada vez mais espaços: “Não desistam daquilo que querem porque com certeza se desistirem será habilidade desperdiçada. Façam aquilo que querem. Se eu consigo não só dirigir mas pilotar um carro tendo dificuldade motora, imagine o que mais um autista poderia fazer”.
“Olhar Direto”
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“Rei do Porco” se curva aos pés de Bolsonaro e ora pela volta dele à Presidência

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Por Joel Teixeira
O empresário e suinocultor, Reinaldo Morais (PL) conhecido como “Rei do Porco”, se curvou diante dos pés de Jair Bolsonaro e orou pela volta dele à Presidência da República, enquanto outro homem visivelmente emocionado, ungia com óleo os tornozelos do ex-presidente.
A devoção foi feita nas dependências da Suinobras, empresa de Morais em Diamantino (MT). Após as orações, foi oferecido um jantar e pouso a Bolsonaro. O fato ocorreu na noite de segunda-feira(8). 
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