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OAB pede prisão e afastamento de PMs após advogado ser algemado e conduzido à delegacia

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Um advogado foi algemado e conduzido por guarnições da Polícia Militar na cidade de Bertolínia (a 400 km de Teresina) nesta terça-feira (12). O vídeo do momento da condução mostra o advogado Willians Lopes Fonseca sendo abordado por três policiais, após contestar a condução de uma cliente. Nas imagens, é possível ver que no local estavam duas viaturas da PM e mais três militares. Willians foi conduzido até a delegacia do município.

Na manhã desta quarta-feira (13), uma comissão da Ordem do Advogados do Brasil, seccional Piauí, esteve no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar e pediu a prisão administrativa e o afastamento dos seis PMs envolvidos no episódio. Segundo o presidente da OAB-PI, Celso Barros Coelho Neto, que esteve reunido com o coronel Costa Lima, sub-comandante da Policia Militar do Piauí, e com o Major Marcius, da Corregedoria da PM, os militares responderão a processo disciplinar dentro da corporação. 

A reportagem do Cidadeverde.com entrou em contato com a Polícia Militar do Piauí, que preferiu não conceder entrevista, e informou que deve se pronunciar, em breve, por meio de nota.

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A reunião aconteceu a portas fechadas, no Quartel do Comando Geral da PM, e durou cerca de uma hora. Na saída do encontro, o presidente da OAB/PI disse que a instituição pediu providências e classificou o caso como isolado.

A discussão, que culminou com a condução do Dr. Willians Fonseca, começou após um cavalo causar dano a uma viatura do 10º Batalhão da PM.

“Um animal ocasionou um dano numa viatura da Polícia. Eles foram até a residência da senhora atrás do seu filho, que seria o proprietário do animal. Ele não estava e os policiais queriam conduzir a dona do imóvel até a delegacia, sem ordem judicial, sem flagrante, sem nada. O Dr. Willians Fonseca foi explicar para os policias que a conduta estava ilegal, e que eles não poderiam, jamais, conduzir a dona do imóvel pelos fatos que estavam ocorrendo ali, e aconteceu aquela discussão que está no vídeo”, explicou Celso Neto.

Segundo Celso Barros Neto, o advogado Willians Lopes Fonseca foi até o local atendendo ao chamado de um colega de profissão,  Marcelo Brito, que representa a moradora de Bertolínia ,que a equipe do 10º Batalhão da PM/PI tentava conduzir até a delegacia.

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Para Einstein Sepúlveda, presidente da Comissão de Defesa e Valorização dos Honorários Advocatícios da OAB-PI, a condução da dona do imóvel era abusiva, por se tratar de um crime de natureza civil, um crime de dano, fora da área criminal.

“Quando o Dr. Marcelo Brito chega ao imóvel, eles [policiais] trancam o carro do advogado, em nítido abuso. Eles já estavam praticando abuso com o Dr. Marcelo. E o Dr. Willians foi lá para dar apoio ao colega”, finalizou.

“Cidade Verde”

 

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8 de Janeiro: dos mais de 1,4 mil presos, 141 continuam na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar

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Por Reynaldo Turollo Jr,

Estátua 'A Justiça', de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

               Estátua ‘A Justiça’, de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Dos mais de 1,4 mil presos do 8 de Janeiro e de outros processos relacionados aos ataques à democracia, 141 permanecem na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar — parte desses com tornozeleira eletrônica, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dos 141 que estão na cadeia, 112 já foram condenados por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Os outros 29 estão em prisão preventiva aguardando o julgamento — incluindo o general Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro.

Os dados são de um levantamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (12) a pedido do g1.

Em 8 de janeiro de 2023 e no dia seguinte em frente ao quartel-general do Exército, 1.406 pessoas foram presas em flagrante.

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Após a realização das audiências de custódia ainda naquele mês, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no STF, manteve 942 pessoas presas preventivamente.

A maioria já deixou a cadeia porque cometeu crimes menos graves e, por isso, respondeu em liberdade e já cumpriu a pena. Houve também pessoas que fizeram acordo para se livrar do processo e de uma eventual condenação.

Crimes menos graves

Segundo os dados atualizados, 552 investigados pelo 8 de janeiro assinaram Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República, homologado pelo STF.

Pela lei, o ANPP é possível quando a pessoa é acusada de cometer crimes menos graves, com pena mínima inferior a quatro anos. Esse era o caso da maioria dos presos no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília, acusados de praticar incitação ao crime e associação criminosa.

Ao fecharem acordo, essas pessoas assumiram os delitos e se comprometeram a cumprir uma série de condições impostas pelo Supremo, como não reincidir, prestar serviços à comunidade e pagar multa de R$ 5 mil.

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Dos acusados dos crimes menos graves que não assinaram acordo, 359 foram condenados, mas já não estão na prisão. O tribunal informou que 131 ações foram extintas por cumprimento integral da pena.

Crimes mais graves

Já entre os acusados dos crimes mais graves — tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público —, 279 foram condenados pelo Supremo.

As penas chegam a até 17 anos de prisão, dependendo do nível de envolvimento do réu nos atos violentos.

É nesse grupo que estão os 112 que continuam presos em regime fechado. O restante deixou a cadeia, por exemplo, progredindo de regime.

Somadas, as condenações por crimes menos graves (359) e por crimes mais graves (279) totalizam 638, de acordo com o Supremo. Houve também dez absolvições ao final dos processos.

A Corte informou que arrecadou quase R$ 3 milhões em prestação pecuniária, um valor pago por condenados como parte da punição e destinado à reparação dos danos causados pelos crimes

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