Judiciário e Justiça
Justiça nega prisão de PM que matou estudante de medicina
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Caso ocorreu em novembro, quando o PM Guilherme Augusto Macedo atirou à queima-roupa em Marco Aurélio Cardenas Acosta, jovem de 22 anos, na zona Sul da capital
A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão preventiva do Policial Militar Guilherme Augusto Macedo, acusado de matar com um tiro à queima-roupa o estudante de medicina, de 22 anos, Marco Aurélio Cardenas Acosta, na zona sul da capital paulista (SP). O caso aconteceu no dia 20 de novembro.
A Polícia Civil de São Paulo havia pedido, na sexta-feira (3), a prisão preventiva do PM, após a conclusão do inquérito policial que investigava o caso. Junto do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o procedimento foi relatado à Justiça com o pedido pelo crime de homicídio doloso eventual.
Segundo a PC, o policial já havia sido indiciado no Inquérito Policial Militar (IPM) por homicídio doloso e permanece afastado das atividades, assim como o PM que estava junto no dia da ação.
Relembre o caso
Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de medicina da faculdade Anhembi Morumbi, foi morto por um policial militar na madrugada do dia 20 de novembro de 2024, após uma abordagem em um hotel no bairro da Vila Mariana, zona Sul da cidade.
Segundo o boletim de ocorrência obtido pela CNN, os policiais atenderam uma chamada no local e relataram que Marco Aurélio, conhecido como “Bilau”, estava “bastante alterado, agressivo, e resistiu à abordagem policial, entrando em vias de fato com a equipe.”
Câmeras corporais da Polícia Militar desmentem a versão dos policiais que participaram da abordagem.
Segundo as imagens do relatório da Polícia Civil, obtido pela CNN, o estudante foi encurralado e baleado após receber um chute, sem tentar pegar a arma do soldado Bruno Carvalho do Prado, conforme havia sido alegado pelos policiais para justificar o disparo feito pelo soldado Guilherme Augusto Macedo.
Para os investigadores do DHPP, no entanto, apesar do estudante resistir à abordagem, em nenhum momento “houve movimentação corporal da vítima em direção à arma de fogo do policial, que justificasse, naquele momento, o disparo”, diz trecho do documento.
“CNN”
Judiciário e Justiça
Carla Zambelli diz que deixou o Brasil, dias após ter sido condenada à prisão pelo STF
Por: Guilherme Caetano
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 3, que deixou o Brasil. Ela viajou ao exterior inicialmente para buscar tratamento médico, segundo ela, e vai pedir licença não remunerada de seu mandato na Câmara dos Deputados.
Ela disse estar fora do País há alguns dias, e que vai morar na Europa, onde tem cidadania. Também afirmou ter escolhido o continente como destino para poder atuar pelo fortalecimento da direita nos países da região e “resistir, voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs”.
Ela mencionou a articulação feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vem se empenhando para tentar influenciar o governo Trump a impor sanções contra autoridades brasileiras, como exemplo do que ela pode fazer na Europa. A declaração foi feita em entrevista ao vivo ao canal do YouTube AuriVerde Brasil nesta manhã.
“Estadão”

