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Justiça manda soltar PM de sinop acusado de vender informações da policia para facção

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Justiça Militar determinou a soltura do soldado PM Leonardo Qualio, alvo da Operação Gravatas, deflagrada em março pela Polícia Civil,  acusado de atuar a favor do Comando Vermelho em Mato Grosso.

A decisão foi tomada na última quinta-feira (15) durante audiência de instrução e julgamento. Os membros seguiram por unanimidade o voto do juiz Moacir Rogério Tortato.

Eles também concordaram com a suspensão do porte funcional da arma de fogo do policial. Mas discordaram do magistrado em afastar o soldado das funções, permitindo que ele exerça atividades administrativas.

Participaram do Conselho os tenentes Olenil Natos Correa, Wilson Carmo Lemes da Silva e Jean Klebber Britto da Silva, e o capitão Paulo Cesar de Campos Junior.

De acordo com a investigação, Qualio fornecia informações cruciais para a organização criminosa por meio dos boletins de ocorrência do Sistema de Segurança Pública Estadual (SROP).

No voto, o juiz citou que o acusado está preso há mais de 150 dias, além do encerramento da instrução processual, destacando que ele já foi interrogado. “Embora realmente, como bem menciona o Ministério Público, a situação original não tenha se alterado, a verdade é que, ao fim da instrução este Juízo observa a possibilidade de substituição da medida mais drástica por outra menos invasiva, nos exatos termos como a defesa propôs”, escreveu.

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“Ou seja, uma situação que, sem privá-lo da liberdade, doravante, também o impeça de eventualmente praticar atos semelhantes àqueles que lhe são atribuídos na presente ação penal, bem como outras restrições que mitigariam qualquer possibilidade de praticar um ilícito”, votou.

A operação

Além do policial, foram alvos da operação os advogados Roberto Luís de Oliveira, Tallis de Lara Evangelista, Hingritty Borges Mingotti e Jéssica Daiane Maróstica. E ainda três líderes de facção, que já se encontravam detidos em um presídio da Capital.

A investigação da Delegacia de Tapurah aponta que os líderes da facção criminosa se associaram de forma estruturalmente ordenada aos quatro advogados e ao policial, que realizavam diversas tarefas para além da atividade jurídica legal. Conforme o apurado, eles teriam atuado à margem da lei com o propósito de embaraçar investigações policiais, repassar informações da atuação policial em tempo real, auxiliar em crimes graves, como tortura, realizando o levantamento de dados das vítimas.

Ainda intermediaram a comunicação entre os líderes da organização criminosa, que estão presos, com outros integrantes que estão soltos.

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Todos são réus na Justiça por associação criminosa para a produção e tráfico, tráfico de drogas e organização criminosa.

“olhar Juridico”

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Carla Zambelli diz que deixou o Brasil, dias após ter sido condenada à prisão pelo STF

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Por: Guilherme Caetano

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 3, que deixou o Brasil. Ela viajou ao exterior inicialmente para buscar tratamento médico, segundo ela, e vai pedir licença não remunerada de seu mandato na Câmara dos Deputados.

Ela disse estar fora do País há alguns dias, e que vai morar na Europa, onde tem cidadania. Também afirmou ter escolhido o continente como destino para poder atuar pelo fortalecimento da direita nos países da região e “resistir, voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs”.

Ela mencionou a articulação feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vem se empenhando para tentar influenciar o governo Trump a impor sanções contra autoridades brasileiras, como exemplo do que ela pode fazer na Europa. A declaração foi feita em entrevista ao vivo ao canal do YouTube AuriVerde Brasil nesta manhã.

“Estadão”

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