Judiciário e Justiça
Juristas apostam que julgamento de Moro vai clarear “zona cinzenta” na lei eleitoral
Judiciário e Justiça
O julgamento que vai decidir o futuro político de Sérgio Moro deve se tornar um divisor de águas na legislação eleitoral brasileira. Essa é a aposta de especialistas em direito eleitoral ouvidos pela .
O debate sobre os atos de Moro na pré-campanha joga luz sobre uma zona cinzenta nas regras para disputas eleitorais: o teto de gastos para essa fase da corrida.
É que a Lei 13.165, de 29 de setembro de 2015, fruto da minirreforma eleitoral, não estabelece o limite máximo para os candidatos gastarem durante a fase da pré-campanha, que permite a realização de pesquisas, eventos e até o uso da imagem dos futuros candidatos em materiais publicitários e conteúdo impulsionados nas redes.
“Não há teto de gastos nem parâmetros objetivos para as pré-campanhas. Esse é um campo incerto. A pré-campanha permite, por exemplo, impulsionamento, mas com gasto moderado. Mas o que é um gasto moderado?”, questiona o advogado eleitoral Arthur Rollo.
Seja Moro condenado ou absolvido, o caso deve ir para o Tribunal Superior Eleitoral que, ao debater esse aspecto, poderá ser forçado a criar uma nova jurisprudência com regras mais claras do limite para se gastar antes da campanha começar a valer.
O advogado Fernando Neisser ressalta que até a Lei Eleitoral de 2010, a parte sobre abuso do poder econômico exigia que se provasse a “potencialidade lesiva do ato abusivo”.
Ou seja: que aquele ato de abuso tenha sido responsável pelos votos que levaram a um determinado resultado.
“Mas em 2010, a Lei da Ficha Limpa mudou muita coisa sobre elegibilidade, inclusive esse ponto. A mudança tirou a ideia de potencialidade lesiva e trocou por gravidade da conduta, que é um termo muito mais subjetivo. Então dispararam as cassações na Justiça Eleitoral.”, disse Neisser.
Antes de 2010, lembra o advogado, havia apenas cassação por compra de voto porque se exigia uma prova impossível de ser feita para casos de abuso de poder econômico.
“Depois da mudança, muita gente foi cassada nos últimos 15 anos com base nessa subjetividade. Passou-se a se exigir gravidade da conduta, mas não a potencialidade de efeito concreto no resultado eleitoral”, disse Fernando Neisser.
Essa subjetividade, porém, foi o centro do argumento do voto do relator do caso de Moro no TRE-PR, Luciano Falavinha.
“CNN”
Judiciário e Justiça
Carla Zambelli diz que deixou o Brasil, dias após ter sido condenada à prisão pelo STF
Por: Guilherme Caetano
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 3, que deixou o Brasil. Ela viajou ao exterior inicialmente para buscar tratamento médico, segundo ela, e vai pedir licença não remunerada de seu mandato na Câmara dos Deputados.
Ela disse estar fora do País há alguns dias, e que vai morar na Europa, onde tem cidadania. Também afirmou ter escolhido o continente como destino para poder atuar pelo fortalecimento da direita nos países da região e “resistir, voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs”.
Ela mencionou a articulação feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vem se empenhando para tentar influenciar o governo Trump a impor sanções contra autoridades brasileiras, como exemplo do que ela pode fazer na Europa. A declaração foi feita em entrevista ao vivo ao canal do YouTube AuriVerde Brasil nesta manhã.
“Estadão”

