Judiciário e Justiça
Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é condenado por racismo
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A sentença determina que Martins cumpra 850 horas de serviços comunitários
Na ocasião, o ex-assessor realizou o gesto “OK”, amplamente associado a supremacistas brancos nos Estados Unidos, em uma transmissão ao vivo para diversos veículos de comunicação.
A sentença determina que Martins cumpra 850 horas de serviços comunitários, além de pagar multas e uma indenização por danos morais.
O juiz responsável pela decisão rejeitou a alegação apresentada pela defesa de que o gesto teria sido apenas um ajuste do terno, considerando que a ação foi feita de forma intencional e deliberada.
A condenação se baseou em laudos periciais e no interrogatório do réu, que forneceram elementos para a conclusão de que o gesto tinha conotação discriminatória.
A decisão, que tem 66 páginas, detalhou o contexto e as implicações do gesto, considerando-o como uma manifestação de “White Power”.
Defesa de Filipe Martins
A defesa de Filipe Martins contestou a condenação, alegando que a decisão judicial se baseou em interpretações subjetivas do juiz e que não houve intenção discriminatória comprovada.
“Incapaz de produzir qualquer prova concreta de intenção discriminatória e ignorando por completo os argumentos sólidos da defesa, o juiz pretende vasculhar a consciência do réu em busca de um intuito delitivo que só existe na interpretação subjetiva dele, julgador”, argumentou a defesa.
O caso está interligado a investigações mais amplas relacionadas a possíveis tentativas de golpe de Estado, nas quais Filipe Martins também é um dos indiciados. A decisão judicial é passível de recurso, e a defesa indicou que pretende recorrer da condenação.
“IG”
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Carla Zambelli diz que deixou o Brasil, dias após ter sido condenada à prisão pelo STF
Por: Guilherme Caetano
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 3, que deixou o Brasil. Ela viajou ao exterior inicialmente para buscar tratamento médico, segundo ela, e vai pedir licença não remunerada de seu mandato na Câmara dos Deputados.
Ela disse estar fora do País há alguns dias, e que vai morar na Europa, onde tem cidadania. Também afirmou ter escolhido o continente como destino para poder atuar pelo fortalecimento da direita nos países da região e “resistir, voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs”.
Ela mencionou a articulação feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vem se empenhando para tentar influenciar o governo Trump a impor sanções contra autoridades brasileiras, como exemplo do que ela pode fazer na Europa. A declaração foi feita em entrevista ao vivo ao canal do YouTube AuriVerde Brasil nesta manhã.
“Estadão”

