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Zelenskiy promete restaurar domínio ucraniano na Crimeia, anexada à Rússia

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, prometeu nesta terça-feira restaurar o domínio ucraniano sobre a Crimeia, anexada à Rússia, uma medida que, segundo ele, ajudará a restabelecer a “lei e a ordem mundiais”.

Ele disse em uma conferência internacional sobre a Crimeia que recuperar o controle da península – tomada e anexada pela Rússia em 2014 em um movimento não reconhecido pela maioria dos outros países – seria o “maior passo anti-guerra”.

“Tudo começou com a Crimeia e terminará com a Crimeia”, disse Zelenskiy em um discurso de abertura da Plataforma da Crimeia, um fórum que busca restaurar a integridade territorial da Ucrânia e acabar com a anexação da Crimeia pela Rússia.

Apelando à vitória sobre a Rússia, ele disse: “É necessário libertar a Crimeia da ocupação… Esta será a ressurreição da lei e da ordem mundial”.

Zelenskiy disse que representantes de cerca de 60 estados e organizações internacionais participaram da cúpula, incluindo cerca de 40 presidentes e primeiros-ministros.

Quase todos participaram online, mas o presidente polonês Andrzej Duda compareceu pessoalmente. Ele pediu aos líderes globais que não fechem os olhos ao que descreveu como agressão russa e disse que não poderia haver retorno aos negócios como de costume com Moscou.

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“A Crimeia era, continua e será parte da Ucrânia, assim como Gdansk é parte da Polônia, Nice é parte da França, Colônia é parte da Alemanha e Roterdã é parte da Holanda”, disse Duda.

“ASSISTÊNCIA FINANCEIRA

A Rússia não mostra sinais de abandonar a Crimeia, lar de sua frota do Mar Negro, e usou a península como plataforma para lançar ataques com mísseis contra alvos ucranianos.

Ele negou as acusações de abusos de direitos humanos na Crimeia e diz que um referendo realizado depois que as forças russas tomaram a península mostrou que a Crimeia realmente quer fazer parte da Rússia. O referendo não é reconhecido pela maioria dos países.

Zelenskiy disse que a Rússia transformou a Crimeia em “uma zona de desastre ecológico e um trampolim militar para a agressão”.

Em uma ligação de vídeo, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse que a “apropriação de terras (da Crimeia) pela Rússia em 2014 foi o precursor direto da guerra de hoje” e acusou a Rússia de transformá-la em “um campo armado, do qual ameaçar o resto da Ucrânia. “.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu aos países não europeus que apoiem a Ucrânia contra a Rússia, acrescentando: “Trata-se de nossos valores universais”.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, disse separadamente que a assistência externa desde a invasão atingiu US$ 14 bilhões e que a Ucrânia espera receber mais US$ 12 a US$ 16 bilhões de parceiros estrangeiros até o final deste ano. 

“Reuters”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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