INTERNACIONAL
Zelenskiy pede a líderes europeus defesa aérea, tanques e armas
INTERNACIONAL
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, pediu nesta segunda-feira aos líderes ocidentais reunidos na Letônia, incluindo o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak, que forneçam uma ampla gama de sistemas de armas para ajudar a acabar com o conflito mais letal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Embora os aliados ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, estejam apoiando a Ucrânia com financiamento, treinamento militar e armas, Kiev disse que ainda mais é necessário para fazer pender a balança a favor da Ucrânia em sua campanha de 10 meses contra a Rússia.
“Depende muito de vocês –como esta guerra terminará. Quanto mais bem-sucedidas forem nossas forças de defesa, mais rapidamente fracassará a agressão russa”, disse Zelenskiy durante discurso por link de vídeo para líderes de países da Força Expedicionária Conjunta, um grupo liderado pelos britânicos de países do norte da Europa.
“Peço que aumente a possibilidade de fornecer sistemas de defesa aérea ao nosso país e ajude a acelerar as decisões relevantes a serem tomadas por nossos parceiros”, afirmou Zelenskiy, dirigindo-se a Sunak.
“Um escudo aéreo 100% para a Ucrânia seria uma das defesas mais bem-sucedidas contra a agressão russa e isso é necessário agora”, acrescentou.
Sem abordar diretamente o pedido, Sunak respondeu que os líderes reunidos em Riga vão “falar sobre a melhor forma de continuar a apoiá-lo e obter tudo o que você precisa”.
Zelenskiy, em uma aparente crítica a Berlim, disse que “não há explicação” por que a Ucrânia não é abastecida por tanques Leopard de fabricação alemã, e pediu à Holanda, cujas forças usam os tanques, para “por favor, falar sobre esta decisão junto com seus parceiros”.
“Para que nossas operações de defesa sejam mais bem-sucedidas, precisamos de veículos blindados, principalmente tanques”, afirmou Zelenskiy. A Alemanha não faz parte do agrupamento e não esteve presente na reunião de Riga.
“Reuters”
INTERNACIONAL
Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

