Ataques digitais e de desinformação são esperados nos próximos dias
Visita de Pelosi intensifica “guerra psicológica”, diz Taiwan
INTERNACIONAL
Taiwan prometeu nesta quarta-feira (3) intensificar a segurança contra possíveis perturbações por “forças estrangeiras”, incluindo ataques cibernéticos, à medida que as tensões com a China aumentam após a visita à ilha da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi.

A China demonstrou indignação com a visita de mais alto nível dos EUA em 25 anos à ilha que Pequim reivindica como seu território com uma explosão de atividade militar nas águas circundantes, convocando o embaixador dos EUA em Pequim e interrompendo várias importações agrícolas de Taiwan.
Pelosi chegou a Taiwan na terça-feira e partiu nesta quarta-feira depois de prometer solidariedade à ilha e saudar sua democracia.
O porta-voz do gabinete de Taiwan, Lo Ping-cheng, disse em coletiva de imprensa que as autoridades aumentaram a segurança nas principais infraestruturas, incluindo usinas de energia e aeroportos, e elevaram o nível de alerta de segurança cibernética nos escritórios do governo.
Lo afirmou que Taiwan prevê ser alvo nos próximos dias do aumento da “guerra psicológica”, descrevendo campanhas de influência, incluindo desinformação, para influenciar a opinião pública.
“Estamos vendo uma guerra psicológica mais forte do que nunca e se intensificará nos próximos dias”, disse Lo.
Autoridades de Taiwan têm alertado repetidamente sobre o que veem como uma campanha chinesa para enfraquecer o apoio das pessoas ao governo.
A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan sob seu controle, o que, segundo ela, é a questão mais importante em suas relações com os Estados Unidos. Taiwan rejeita as reivindicações de soberania da China e promete se defender.
“EBC”
INTERNACIONAL
Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

