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Ucrânia. Putin afirma que quer o fim da guerra “o mais depressa possível”

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No primeiro encontro entre os líderes da Rússia e Índia desde o início do conflito na Ucrânia, o primeiro-ministro Narendra Modi disse ao presidente russo que este “não é o tempo para uma guerra” e sublinhou a importância da “democracia, diplomacia e diálogo”.

Num encontro à margem da Organização de Cooperação de Xangai, Modi lembrou os preços elevados dos alimentos, fertilizantes e combustíveis. Acrescentou ainda que os dois líderes vão discutir, num encontro bilateral, como “avançar no caminho da paz”.

Em resposta ao líder indiano, Vladimir Putin garantiu que “fará tudo” para acabar com o conflito na Ucrânia “o mais rapidamente possível” e que entendia as “preocupações” da Índia sobre o assunto.
“Conheço a sua posição sobre o conflito na Ucrânia e as suas preocupações. Faremos tudo para que tudo termine o mais rapidamente possível”, afirmou o presidente russo.

Putin assinalou que o lado ucraniano “infelizmente tem recusado todos os processos de negociação”. Kiev tem deixado claro que “pretende alcançar os seus objetivos no campo de batalha”, acrescentou ainda o presidente russo.

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Sobre as preocupações com os preços elevados, o presidente russo lembrou o “fornecimento adicional” de fertilizantes russos para o mercado indiano, exportações que cresceram “mais de oito vezes”.

“Espero que essa esteja a ser uma grande ajuda para o setor agrícola da Índia”, afirmou Putin.

Desde o início da guerra na Ucrânia que a Índia se tem abstido de condenar explicitamente a invasão russa.

As palavras de Modi surgem poucas horas depois de Putin ter reconhecido, na quinta-feira, que a China – principal aliada de Moscovo – expressou “preocupações” sobre o conflito na Ucrânia.

China e Índia exprimem as respetivas inquietações numa altura em que Moscovo enfrenta novas dificuldades no terreno e procura apoio em Pequim e Nova Deli face às sanções e ao isolamento crescente.

Desde o início do mês de setembro que Kiev tem recuperado o controlo de várias cidades, obrigando ao recuo das tropas russas.

Milhares de quilómetros quadrados de território que tinham sido ocupados pelas forças russas nos últimos meses de invasão voltaram às mãos dos ucranianos.

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Ainda assim, a Rússia continua a controlar cerca de um quinto do território ucraniano, o que inclui a península da Crimeia, anexada desde 2014.

“MSN”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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