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Ucrânia e Rússia trocam acusações sobre usina nuclear de Zaporizhzhia

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Ucrânia e Rússia trocaram acusações sobre as ações uma da outra em torno da usina nuclear de Zaporizhzhia, nesta sexta-feira, enquanto uma equipe de inspetores da agência nuclear da ONU tentava verificar a segurança da instalação e evitar um potencial desastre.

A empresa nuclear estatal da Ucrânia disse que a missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não teve permissão para entrar no centro de crise da usina, onde a Ucrânia diz que as tropas russas estão estacionadas, e que teria dificuldades para fazer uma avaliação imparcial.

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou que a Ucrânia continua bombardeando a usina, aumentando o risco de uma catástrofe nuclear.

O local, a 10 km das posições ucranianas do outro lado do rio Dnipro, foi capturado pelas forças russas logo após a invasão da Ucrânia no final de fevereiro e se tornou foco de preocupação.

A usina sofreu repetidos bombardeios no mês passado, com Kiev e Moscou trocando acusações de culpa pelos ataques. O local ainda é administrado por funcionários ucranianos e a Rússia rejeitou os pedidos para retirar suas tropas.

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O chefe da AIEA, Rafael Grossi, e sua equipe passaram várias horas na maior usina nuclear da Europa na quinta-feira e pretendiam retornar na sexta-feira às linhas de frente para avaliar os danos.

Falando após a visita inicial, Grossi disse que a integridade física da usina foi violada várias vezes e estava preocupado com a situação lá.

A empresa nuclear estatal da Ucrânia, Energoatom, declarou que seria difícil para a equipe da AIEA fazer uma avaliação imparcial devido à interferência russa.

“Os russos não permitiram que a missão entrasse no centro de crise, onde os militares russos estão atualmente estacionados, que os representantes da AIEA não deveriam ver”, disse a Energoatom em comunicado.

“Os ocupantes (russos) mentem, distorcem os fatos e as evidências que testemunham do bombardeio da usina, bem como as consequências dos danos à infraestrutura”, afirmou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que a missão ainda pode ter um papel a desempenhar, apesar das dificuldades encontradas.

“Infelizmente, não ouvimos o principal da AIEA, que é o pedido para que a Rússia desmilitarize a estação”, disse Zelenskiy em um vídeo transmitido para um fórum na Itália.

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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