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Ucrânia diz que Rússia atrasou deliberadamente passagem de 150 navios de grãos

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, acusou nesta sexta-feira a Rússia de atrasar deliberadamente a passagem de navios que transportam exportações de grãos sob um acordo intermediado pela ONU, e disse que 150 navios estavam esperando para serem carregados.

Kiev exportou quase 11 milhões de toneladas de grãos e outros alimentos desde julho, quando as Nações Unidas assinaram o acordo com Rússia, Ucrânia e Turquia.

Em um discurso em vídeo, Zelenskiy disse que o atraso significa que as exportações de grãos da Ucrânia ficaram aquém em 3 milhões de toneladas –o que ele disse ser suficiente para alimentar 10 milhões de pessoas.

O acordo termina em novembro, mas as negociações sobre uma extensão não têm progredido muito porque as preocupações russas não estão sendo levadas em consideração, disse o embaixador da Rússia na ONU em Genebra na quinta-feira.

Zelenskiy disse no vídeo desta sexta-feira que “o inimigo está fazendo de tudo para desacelerar nossas exportações de alimentos… a partir de hoje, mais de 150 navios estão na fila para cumprir obrigações contratuais na entrega de nossos produtos agrícolas”.

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“Esta é uma fila artificial. Só surgiu porque a Rússia está atrasando deliberadamente a passagem dos navios”, acrescentou, mas não deu detalhes.

Os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa russos não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

No início do dia, o presidente turco Tayyip Erdogan foi citado dizendo que não via obstáculos para estender o acordo.

Moscou diz que as sanções ocidentais estão prejudicando suas próprias exportações de grãos e fertilizantes, mesmo para países pobres que precisam dos suprimentos.

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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