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Ucrânia. “Centenas de localidades” estão sem eletricidade após ataques russos

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De acordo com o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal, vários ataques russos que ocorreram esta segunda-feira atingiram infraestruturas cruciais em três regiões da Ucrânia, incluindo a capital, Kiev. Na sequência destes ataques, centenas de localidades estão sem eletricidade.

“Esta manhã, os terroristas russos atacaram de novo a infraestrutura de energia da Ucrânia em três regiões”, indicou o primeiro-ministro ucraniano. 
Em concreto, registaram-se cinco ataques com drones na capital, Kiev, e ataques com mísseis nas regiões de Dnipropetrovsk e Sumy.
“Centenas de localidades estão sem eletricidade”, disse o primeiro-ministro. “Todos os serviços estão neste momento a trabalhar para restabelecer o abastecimento de energia elétrica”, acrescentou.
O responsável pediu ainda à população das três regiões para “poupar no consumo de eletricidade”, sobretudo nas horas que são habitualmente de maior consumo.
Por sua vez, a Rússia adianta que lançou um ataque “massivo” contra alvos militares e infraestrutura de energia em vários pontos da Ucrânia com recurso a armas de elevada precisão.
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No briefing diário do Ministério russo da Defesa, Moscovo diz ter atingido “todos os alvos designados” nos últimos bombardeamentos em várias cidades ucranianas. A Rússia confirma ainda que frustrou os avanços ucranianos na região de Kherson.

Na capital, foram atingidas instalações de energia e um edifício residencial. De acordo com vice-chefe do gabinete presidencial, Kyrylo Tymoshenko, pelo menos três pessoas morreram nestes ataques.
Em Sumy, o governador regional Dmytro Jivitskiï confirmou pelo menos três vítimas mortais e nove feridos.
“RTP”
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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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