Submarino que leva turistas ao Titanic no fundo do mar segue desaparecido; equipes de resgate relatam ter escutado “ruídos subaquáticos”
Sons ouvidos por equipe de busca podem ser pedidos de socorro
INTERNACIONAL
Autoridades estão em busca do submarino Titan, pertencente à empresa OceanGate Expeditions, que sumiu no Oceano Atlântico durante expedição aos destroços do Titanic enquanto levava cinco pessoas a bordo. O contato com a embarcação foi perdido neste domingo (18).
De acordo com a CNN e a revista Rolling Stone, que citaram memorandos internos do governo dos EUA, foram ouvidos estrondos debaixo d’água durante a busca, quatro horas depois que dispositivos de sonar foram implantados.
Ainda não há informações sobre a data e o momento em que os sons foram escutados.Na madrugada desta quarta-feira (21), a Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmou que as equipes de resgate detectaram “ruídos subaquáticos” onde o submarino desapareceu. O primeiro Distrito da Guarda Costeira dos Estados Unidos, afirmou no Twitter:
“A aeronave P-3 canadense detectou ruídos debaixo d’água, na área de busca. Como resultado, as operações de ROV (Veículo Operado Remotamente, na sigla em inglês) foram realocadas na tentativa de explorar a fonte dos ruídos”.
A divisão marítima militar informou que as buscas pelo ROV “retornaram resultados negativos, mas que as buscas continuam”.Em postagem nas redes sociais, o presidente do Explorers Club, Richard Garriott, divulgou uma declaração esperançosa sobre a missão de busca e resgate do submarino desaparecido:
“Há motivos para esperança, com base em dados de campo – entendemos que prováveis sinais de vida foram detectados no local. Acreditamos que [a Guarda Costeira dos EUA] está fazendo todo o possível com todos os recursos que tem”.
“Revista Forum”
INTERNACIONAL
Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

