O Coromandel Express e um trem de carga colidiram; vítimas ficaram presas nos destroços

Número de mortes em acidente ferroviário na Índia chega a quase 300

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Mais de 200 pessoas morreram e cerca de 900 ficaram feridas em um acidente ferroviário envolvendo vários trens no estado de Odisha, no leste da Índia, informou uma autoridade local, destacando que os números continuam subindo. Na manhã de sábado (noite de sexta-feira (02) em Brasília), equipes de busca já contabilizavam mais de 230 mortos.

— O número de mortos seguirá aumentando. O trabalho de resgate continua e levará várias horas para concluí-lo —, disse à AFP o diretor-geral dos bombeiros do estado de Odisha, Sudhanshu Sarangi, no local do acidente.

Acidentes ferroviários não são incomuns na Índia, que já presenciou vários desses acidentes no passado, mas a magnitude dessa catástrofe foi chocante. Testemunhas e autoridades locais contaram aos meios de comunicação que o trem de passageiros Coromandel Express e um trem de carga colidiram perto de Balasore, a cerca de 200 quilômetros da capital do estado, Bhubaneswar.

Um segundo trem de passageiros também se envolveu no acidente, segundo o secretário-chefe (cargo equivalente ao de governador estadual) de Odisha, Pradeep Jena. Um sobrevivente afirmou aos repórteres de uma televisão local que estava dormindo quando ocorreu o acidente e que, quando acordou, viu-se preso entre uma dezena de passageiros. Ele conseguiu sair se arrastando, e ficou ferido no pescoço e no braço.

Outra emissora de televisão exibiu imagens de um vagão virado e de pessoas que tentavam retirar as vítimas. Amitabh Sharma, diretor-executivo da Indian Railways, disse à AFP que dois trens de passageiros “estão envolvidos no acidente” e que o “terceiro trem, que estava estacionado no local, também”.

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Anil Kumar Mohanty, médico de Balasore, explicou à AFP que “médicos e auxiliares” fora enviados ao local do acidente.

 

Centenas de ambulâncias

— Esperamos que as operações de resgate continuem pelo menos até amanhã [sábado] pela manhã. De nossa parte, preparamos todos os grandes hospitais públicos e privados, perto do local do acidente, na capital estadual, para atender os feridos —, ressaltou SK Panda, porta-voz das autoridades estaduais.

Ele acrescentou que “75 ambulâncias” foram enviadas ao local e que também foram enviados “muitos ônibus” para transportar os passageiros feridos e os sobreviventes. No fim da noite de sexta-feira (horário de Brasília), o número de ambulâncias envolvidas chegava 200.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que estava “angustiado” pelo acidente. O ministro de Ferrovias, Ashwini Vaishnaw, declarou que estava a caminho do local da catástrofe e destacou que “a força aérea” também foi mobilizada.

 

“Agência O Globo”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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