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Mundo deveria fazer do cessar-fogo imediato em Gaza uma prioridade, dizem chanceleres da região

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É preciso haver um fim imediato ao conflito em Gaza, mas os governos ao redor do mundo não tratam a questão como uma prioridade, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita nesta sexta-feira em Washington, acrescentando que também é necessário um roteiro crível para estabelecer um Estado palestino.

Numa conferência de imprensa conjunta antes da reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, um grupo de ministros das Relações Exteriores da região se recusou a discutir em detalhe o futuro de Gaza, dizendo que o foco deveria ser parar imediatamente os combates no enclave palestino entre militantes do Hamas e os militares israelenses.

“Nossa mensagem é consistente e clara de que acreditamos que é absolutamente necessário encerrar o conflito imediatamente”, disse o ministro das Relações Exteriores saudita, Faisal bin Farhan.

“Um dos fatos mais perturbadores deste conflito é que encerrar o conflito e os combates não parece ser a principal prioridade” para o mundo, acrescentou.

“Também precisamos ter um aumento significativo de auxílio humanitário”, continuou, ressaltando que é “inaceitável” que o auxílio “esteja sendo restringido e tenha sido restringido” por “obstáculos burocráticos”.

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Uma votação do Conselho de Segurança da ONU sobre a demanda de um cessar-fogo humanitário imediato na guerra Israel-Hamas foi adiada por várias horas nesta sexta-feira, até depois da reunião planejada de Blinken com os ministros árabes e o ministro das Relações Exteriores da Turquia. O Comitê Ministerial Árabe-Islâmico é composto por ministros da Arábia Saudita, Egito, Catar, Jordânia, Autoridade Palestina e Turquia.

Os Estados Unidos – com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU – têm dito que atualmente não apoiam novas ações por parte do órgão de 15 membros sobre o conflito. O conselho apelou no mês passado a pausas nos combates para permitir o acesso à ajuda.

Estados Unidos e Israel opõem-se a um cessar-fogo porque acreditam que isso só beneficiaria o Hamas. Em vez disso, Washington apoia pausas nos combates para proteger os civis e permitir a libertação de reféns feitos pelo Hamas num ataque mortal de 7 de Outubro contra Israel.

Em resposta ao ataque, Israel tem bombardeado Gaza e enviou tropas no que diz ser uma operação para destruir o Hamas.

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O vice-embaixador dos EUA à ONU, Robert Wood, disse ao Conselho de Segurança mais cedo nesta sexta que, embora os Estados Unidos apoiem veementemente uma paz duradoura em Gaza, “não apoiamos os apelos por um cessar-fogo imediato”.

O chanceler da Jordânia, Ayman Safadi, disse na entrevista coletiva que se a resolução fracassar nesta sexta, estaria se dando uma licença a Israel “para continuar com o seu massacre”.

“Nossa prioridade por enquanto é parar a guerra, parar a matança, parar a destruição da infra-estrutura de Gaza”, disse Safadi.

“Reuters”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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