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Míssil russo atinge prédio de apartamentos em região ucraniana recém-anexada

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Um míssil russo demoliu um bloco de apartamentos em uma região ucraniana que Moscou diz ter anexado, matando pelo menos uma mulher, enquanto militares ucranianos avançavam em sua tentativa de recapturar terras no sul e no leste.

O ataque com mísseis à cidade de Zaporizhzhia, na região sul de mesmo nome, deixou algumas pessoas enterradas sob os escombros, disse o governador regional na quinta-feira, e foi um lembrete da capacidade de Moscou de atingir alvos mesmo em um momento em que suas forças parecem estar em dificuldade no campo de batalha.

Não houve comentários imediatos sobre o ataque pela Rússia, cuja invasão da Ucrânia começou a ser revertida após uma contraofensiva ucraniana na qual milhares de quilômetros quadrados de território foram retomados desde o início de setembro, incluindo dezenas de assentamentos nos últimos dias.

Em um golpe para Moscou, milhares de soldados russos recuaram depois que a linha de frente desmoronou, primeiro no nordeste e, desde o início desta semana, também no sul.

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Imagens após o ataque com mísseis de quinta-feira, que ocorreu nas primeiras horas da manhã, mostraram um buraco aberto e cheio de escombros onde um bloco de apartamentos de cinco andares ficava ao lado de uma loja de vinhos.

Repórteres da Reuters viram bombeiros trazendo pai e filho por uma longa escada e conversando com um homem mais velho ainda preso sob os escombros e coberto de poeira.

Eduard, um homem de 49 anos que sobreviveu ao ataque, disse: “Estava escuro, por volta das cinco da manhã. Fui acordado por uma forte explosão. A sala se encheu de fumaça e poeira. Pulei para ver o que aconteceu.”

Doze pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança de três anos, e cinco ainda estavam sob os escombros, disse Oleksandr Starukh, o governador.

O ataque ocorreu apenas um dia depois que o presidente Vladimir Putin assinou uma lei para incorporar quatro regiões ucranianas parcialmente ocupadas à Rússia, incluindo Zaporizhzhia, na maior tentativa de anexação da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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Kiev chamou a nova lei, que visa incorporar cerca de 18% do território da Ucrânia à Rússia, de ato de um “manicômio coletivo”.

A Rússia decidiu anexar as quatro regiões depois de realizar o que chamou de referendos – votações que foram condenadas por Kiev e governos ocidentais como ilegais e coercitivas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse em um discurso na noite de quarta-feira que seu Exército retomou mais assentamentos na região de Kherson, no sul.

Mudando do ucraniano para o russo, Zelenskiy dirigiu-se às forças pró-Moscou, dizendo-lhes que já haviam perdido.

“Os ucranianos sabem pelo que estão lutando. E cada vez mais cidadãos da Rússia estão percebendo que vão morrer simplesmente porque uma pessoa não quer acabar com a guerra”, disse ele, em referência a Putin.

“Terra.com.br”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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