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Missão da ONU diz que inspeção em usina nuclear na Ucrânia vai durar “alguns dias”

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Inspetores nucleares da ONU partiram para a usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, nesta quarta-feira, dizendo que sua missão é evitar um acidente nuclear e tentar estabilizar a situação após semanas de bombardeios nas proximidades.

Um repórter da Reuters seguindo a equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em um comboio a partir da capital Kiev disse que os inspetores chegaram à cidade vizinha de Zaporizhzhia, onde provavelmente passariam a noite antes de visitar a usina, que fica em território controlado por Rússia, na quinta-feira.

Autoridades russas instaladas na área perto da usina sugeriram que a visita poderia durar apenas um dia, enquanto autoridades da AIEA e ucranianas indicaram que duraria mais.

“A missão levará alguns dias. Se conseguirmos estabelecer uma presença permanente, ou uma presença contínua, será prolongada. Mas este primeiro segmento levará alguns dias”, disse Grossi a repórteres em um hotel em Zaporizhzhia.

“Temos uma tarefa muito importante a realizar lá – avaliar a situação real, ajudar a estabilizar a situação o máximo que pudermos”, disse ele, acrescentando que a equipe da AIEA tinha garantias da Rússia e da Ucrânia para entrar na zona de guerra.

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A Rússia capturou a usina, a maior da Europa, no início de março como parte do que Moscou chama de “operação militar especial”, algo que Kiev e o Ocidente descrevem como uma invasão não provocada visando tomar terras e apagar a identidade ucraniana.

Uma força militar russa está na usina desde então, assim como a maior parte da força de trabalho ucraniana que trabalha para continuar operando a instalação, que tradicionalmente abastecia a Ucrânia com 20% de suas necessidades de eletricidade.

Combates foram relatados tanto perto da usina quanto mais longe, com Kiev e Moscou reivindicando sucessos no campo de batalha enquanto a Ucrânia montava uma contraofensiva para recapturar território no sul.

A Reuters não pôde verificar tais relatos de forma independente.

Há semanas, a Ucrânia e a Rússia se acusam de colocar em perigo a segurança da usina com ataques de artilharia ou drones e arriscar um desastre de radiação no estilo de Chornobyl.

“Money Times”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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