Etchecolatz estava internado em uma clínica desde a última quarta-feira (27), na Argentina
Miguel Etchecolatz, um dos maiores torturadores da ditadura argentina, morre aos 93 anos
INTERNACIONAL
Um dos maiores torturadores da ditadura argentina (1976-1983), Miguel Etchecolatz, de 93 anos, morreu em decorrência de problemas cardíacos, neste sábado (2). O repressor tinha nove condenações à prisão perpétua por crimes contra a humanidade.
Etchecolatz estava internado em uma clínica desde a última quarta-feira (27), na Argentina. Antes disso, estava no presídio de Ezeiza, em Buenos Aires.
QUEM ERA MIGUEL ETCHECOLATZ?
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Miguel Etchecolatz era ex-diretor da Polícia de Buenos Aires. Durante a ditadura militar, ele comandou dezenas de centros de detenção clandestinos, nos quais milhares de pessoas foram torturadas e mortas.
Ele esteve envolvido em assassinatos, sequestros, desaparecimentos, apropriação de menores e foi um dos responsáveis pela chamada “Noite dos Lápis” em 19 de setembro de 1976, quando uma dúzia de estudantes foram detidos e torturados pelas forças de segurança.
Em 2006, Etchecolatz foi condenado à prisão perpétua em um julgamento cuja principal testemunha desapareceu após depor contra ele. Ao todo, o repressor acumulou nove condenações.
O QUE ELE DIZIA SOBRE OS CRIMES?
Em um dos julgamentos, ele teria afirmado que os assassinatos eram dever do ofício.
Em 1997, o torturador lançou o livro “La otra campana del Nunca Más“, no qual buscava confrontar o relatório oficial de 1984 “Nunca Mais” que registrou 8.961 mortes e desaparecimentos durante a ditadura.
Para a deputada argentina Myriam Bregman, Etchecolatz era um ‘genocida’. “Ele estava claramente ciente do que fez até o fim. Nunca, em todas as oportunidades que teve, disse uma palavra sobre o destino dos desaparecidos”, comentou, neste sábado.
INTERNACIONAL
Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

