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Meta anuncia demissão de 11 mil funcionários de Facebook, Instagram e WhatsApp
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O presidente-executivo da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, anunciou que a empresa cortará mais de 11 mil empregos na primeira grande rodada de demissões na história da gigante de mídia social, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp. As demissões, equivalentes a cerca de 13% da força de trabalho do grupo, foram divulgadas nesta quarta-feira (dia 9), em comunicado.
Zuckerberg também confirmou que está cortando gastos e estendendo o congelamento de contratações até o primeiro trimestre de 2023.
“Quero assumir a responsabilidade por essas decisões e por como chegamos aqui”, disse Zuckerberg no comunicado. “Sei que isso é difícil para todos e lamento especialmente os afetados”, declarou
As demissões na Meta acontecem depois que o Twitter cortou quase 3.700 posições na semana passada, após o bilionário Elon Musk finalizar sua aquisição de uS$ 44 bilhões da plataforma de mídia social.
A Meta, cujas ações caíram 71% este ano, está tomando medidas para reduzir custos após vários trimestres de lucros decepcionantes e queda na receita.
A redução, a mais drástica da empresa desde a fundação do Facebook em 2004, reflete uma forte desaceleração no mercado de publicidade digital, uma economia à beira da recessão e o investimento multibilionário de Zuckerberg no mundo de realidade virtual, chamado Metaverso.
No final de setembro, Zuckerberg já havia alertado os funcionários que a Meta pretendia cortar despesas e reestruturar as equipes para se adaptar a um mercado em mudança.
A empresa com sede em Menlo Park, na Califórnia, que também é a controladora do Instagram e do WhatsApp, implementou um congelamento de contratações, e, na época, o CEO disse que a Meta esperava que o número de funcionários fosse menor em 2023 do que neste ano.
— Este é obviamente um modo diferente do que estamos acostumados a operar — disse Zuckerberg em uma sessão de perguntas e respostas com funcionários em setembro, acrescentando: — Nos primeiros 18 anos da empresa, basicamente crescemos rapidamente a cada ano e, mais recentemente, nossa receita ficou estável ou ligeiramente baixa pela primeira vez. Então temos que nos ajustar.
“Extra Globo”
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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

