Os chefes de Estado conversaram por mais de uma hora, segundo Biden, quando o norte-americano já estava a bordo do avião presidencial dos EUA, atrasando a decolagem de Israel.

Mais de 20 caminhões com ajuda humanitária entrarão em Gaza pelo Egito

Publicado em

INTERNACIONAL

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quarta-feira (18) que o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, concordou em abrir a passagem de Rafah para permitir cerca de 20 caminhões que transportam ajuda humanitária para Gaza.

Os chefes de Estado conversaram por mais de uma hora, segundo Biden, quando o norte-americano já estava a bordo do avião presidencial dos EUA, atrasando a decolagem de Israel.

“Meu embaixador está no Cairo agora, ele vai coordenar isso. Ele tem minha autoridade para fazer o que for necessário para que isso aconteça”, reforçou Biden.

A estrada para a Faixa de Gaza teve de ser consertada e os buracos tapados antes que os caminhões pudessem passar, informou o presidente dos EUA. Ele afirmou que deve levar cerca de oito horas nesta quinta-feira (19) para concluir o trabalho, e espera que os caminhões possam circular na sexta-feira (20).

Ainda assim, Biden explicou que a passagem será aberta apenas para entrada de ajuda, não para evacuações.

Ele chamou isso de “negociação muito contundente” com Sisi. “O compromisso é que se de fato atravessarem a fronteira, a ONU estará do outro lado – e depois distribuirá [os recursos], o que vai demorar um pouco a ser configurado”, disse ele.

Leia Também:  Empresário de Lucas do Rio Verde é preso, após ter comprado carga furtada

Biden destacou que assumiu o compromisso de que “se o Hamas confiscar ou não deixar passar [a ajuda], então ela vai acabar, porque não vamos enviar ajuda humanitária ao Hamas”.

O líder americano chamou Sisi de “muito complacente” e disse que merecia algum “crédito real” pelo acordo.

Isso acontece em meio ao agravamento da crise humanitária na Faixa de Gaza com os bombardeios de Israel e o cerco que o país aplicou contra o enclave.

Diversas organizações humanitárias alertaram para a falta de recursos, desde água até a paralisação dos serviços de saúde.

Biden anuncia US$ 100 milhões

Durante a viagem para encontros diplomáticos, o chefe de Estado norte-americano também anunciou US$ 100 milhões em ajuda humanitária a Gaza e à Cisjordânia ocupada.

O Gabinete de População, Refugiados e Migração dos Estados Unidos está fornecendo US$ 66 milhões em financiamento existente, que cobrirá água potável, alimentação de emergência, abrigo, apoio de higiene e serviços de saúde aos palestinianos afetados pelo conflito, disse um funcionário da Casa Branca.

Leia Também:  Justiça dos EUA acusa brasileira por suposta fraude contra imigrantes

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, por sua vez, fornecerá US$ 34 milhões para cobrir necessidades imprevistas à medida que surgirem.

“Este dinheiro apoiará mais de um milhão de deslocados em palestinos afetados por conflitos, incluindo necessidades emergenciais em Gaza”, explicou o presidente.

O governo Biden chegou a um acordo com o governo israelense nos últimos dias para permitir assistência humanitária a Gaza. Nesta quarta-feira, os militares de Israel confirmaram que ajuda humanitária seria disponibilizada aos palestinos que fogem da Faixa de Gaza em direção ao sul, mas não forneceram detalhes.

Ele também prometeu solicitar ao Congresso um pacote de ajuda “sem precedentes” para Israel.

Fontes disseram que o pedido, que pretende cobrir o financiamento até setembro de 2024 para as guerras em Israel e na Ucrânia, a prontidão em Taiwan e as medidas de segurança na fronteira sul dos EUA, deverá ultrapassar os US$ 100 bilhões.

“CNN”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

INTERNACIONAL

Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

Publicados

em

Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

Leia Também:  Atual campeã, Bia Ferreira estreia com nocaute no Mundial de Boxe

O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

Leia Também:  Ladrão assalta conveniência e atira na própria barriga durante fuga

A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA