Bombardeio russo cobriu a área com detritos de concreto

Líder ucraniano pede trégua para retirar civis presos em siderúrgica

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Civis precisarão ser retirados de bunkers sob uma siderúrgica, o último reduto de resistência em Mariupol, na Ucrânia, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, nesta quinta-feira (5), após bombardeio russo que cobriu a área com detritos de concreto.

Tendo falhado em tomar a capital Kiev nas primeiras semanas de uma invasão que matou milhares e destruiu cidades e vilarejos, a Rússia acelerou os ataques no Sul e Leste da Ucrânia, inclusive na siderúrgica de Azovstal, em Mariupol.

A resistência da Ucrânia na usina ressalta o fracasso da Rússia em capturar grandes cidades, em uma guerra que uniu as potências ocidentais ao armar Kiev e punir Moscou com sanções. Espera-se que a Suécia e a Finlândia decidam em breve se vão aderir à aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que seria uma grande mudança histórica.

Os militares russos prometeram parar as ações em Azovstal hoje e nos dois dias seguintes, para permitir a saída de civis. Combatentes ucranianos descreveram bombardeios como “batalhas sangrentas”, que impediram a retirada na quarta-feira. O Kremlin afirmou que os corredores humanitários da siderúrgica estão funcionando.

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Autoridades ucranianas acreditam que cerca de 200 civis permanecem presos, junto com combatentes, na rede de bunkers subterrâneos, no extenso complexo Azovstal da era soviética.

Em discurso hoje, Zelenskiy afirmou que a Ucrânia está pronta para garantir um cessar-fogo em Mariupol, cidade portuária que, após cerco de semanas, a Rússia controla – com exceção da siderúrgica.

“Levará tempo simplesmente para tirar as pessoas desses porões, desses abrigos subterrâneos. Nas condições atuais, não podemos usar equipamentos pesados ​​para remover os escombros. Tudo tem que ser feito à mão”, disse o presidente.

Combatentes ucranianos dentro da Azovstal estão travando “batalhas difíceis e sangrentas”, declarou Denis Prokopenko, comandante do regimento Azov da Ucrânia, na noite dessa quarta-feira.

O Estado-Maior militar da Ucrânia disse que o ataque à siderúrgica incluiu apoio aéreo. Fotos divulgadas por combatentes apoiados pela Rússia pareciam mostrar fumaça e chamas.

“Deus proíba que mais projéteis cheguem perto dos bunkers onde os civis estão”, afirmou Tetyana Trotsak, retirada de Azovstal entre dezenas que chegaram a uma cidade controlada pela Ucrânia nesta semana, descrevendo a caminhada de duas horas e meia para atravessar um curto trecho coberto de entulho na usina.

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Mariupol é alvo importante nos esforços da Rússia para cortar a Ucrânia de suas rotas de exportação de grãos e metais no Mar Negro, bem como para ligar o território controlado pela Rússia, no Leste do país, à Crimeia, tomada por Moscou em 2014.

As Nações Unidas e a Cruz Vermelha retiraram centenas de pessoas da cidade e de outras áreas nesta semana.

Ninguém de Azovstal estava entre os mais de 300 civis retirados ontem de Mariupol e outras áreas no Sul da Ucrânia, informou o escritório humanitário da ONU.

“Estamos prontos para ajudar” quaisquer civis presos, disse Jens Laerke, porta-voz do escritório, em e-mail.

“EBC”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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