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Forças russas tentaram explodir meus homens, diz chefe de grupo mercenário contratado pela Rússia
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O chefe mercenário russo Yevgeny Prigozhin, que vem discutindo com o alto escalão militar da Rússia há meses, intensificou a rixa nesta sexta-feira ao acusar as forças pró-Moscou de tentar explodir seus homens.
As tropas do Grupo Wagner, chefiadas por Prigozhin, retiraram-se em massa da cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia, boa parte da qual capturaram no mês passado após sofrer pesadas baixas, posições posteriormente entregues às forças regulares russas.
Em publicação no Telegram, Prigozhin disse que seus homens descobriram uma dúzia de locais em áreas de retaguarda onde funcionários do Ministério da Defesa plantaram dispositivos explosivos, incluindo centenas de minas antitanque. Questionados sobre a razão, os oficiais indicaram que seguiam ordem de superiores.
“Não era necessário plantar essas cargas para deter o inimigo, pois ela (a área em questão) fica na área de retaguarda. Portanto, podemos supor que essas cargas visavam encontrar as unidades avançadas de Wagner”, disse.
Nenhum dos dispositivos explodiu e ninguém ficou ferido, disse ele, acrescentando: “Presumimos que foi uma tentativa de açoitamento público”.
O Ministério da Defesa da Rússia não estava imediatamente disponível para comentar.
Prigozhin, que reclama regularmente que seus homens não receberam munição suficiente para o ataque a Bakhmut, disse na quarta-feira que pediu aos promotores que investigassem se altos funcionários de Defesa da Rússia cometeram algum “crime” antes ou durante a guerra na Ucrânia.
“Reuters”
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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

