Armas fazem parte dos mais recentes pacotes de armas para a Ucrânia

EUA enviam à Ucrânia dois sistemas de mísseis terra-ar

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 Os Estados Unidos estão enviando à Ucrânia dois sistemas de mísseis terra-ar Nasams, quatro radares de contra-artilharia adicionais e até 150.000 cartuchos de munição de artilharia de 155 mm como parte de seus mais recentes pacotes de armas para a Ucrânia, disse o Pentágono nesta sexta-feira.

O pacote de assistência, no valor de cerca de 820 milhões de dólares, foi amplamente anunciado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, na quinta-feira, em Madri, após uma reunião de líderes da Otan focada na invasão da Ucrânia pela Rússia.

“Os ucranianos continuam enfrentando uma brutalidade acentuada mais uma vez esta semana por um ataque que atingiu um shopping cheio de civis. Eles continuam lutando por seu país, e os Estados Unidos continuam a apoiá-los e a sua justa causa”, disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em um comunicado sobre a assistência.

Autoridades ucranianas disseram que um míssil Kh-22 disparado por um bombardeiro russo atingiu um shopping na cidade central de Kremenchuk na segunda-feira, matando pelo menos 19 pessoas. Esse ataque atraiu a condenação de líderes ocidentais e do papa, mas a Rússia rejeitou o relato da Ucrânia, dizendo que o míssil atingiu um depósito de armas fornecidas pelo Ocidente próximo ao shopping, fazendo com que ele pegasse fogo.

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O Pentágono deu mais detalhes nesta sexta-feira ao formalizar o anúncio e disse que a mais recente rodada de assistência de segurança também inclui munição adicional para Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (Himars).

“EBC”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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