O Partido pela Liberdade (PVV, a sigla em holandês), liderado por Geert Wilders, é o mais votado nas eleições para o parlamento dos Países Baixos nesta quarta-feira. Elege 37 deputados. "A seguir será Portugal!", reagiu André Ventura.

Direita radical vence legislativas nos Países Baixos

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e acordo com o jornal holandês Volkskrant, a direita radical está maior do que nunca, com o Partido pela Liberdade (PVV, em holandês), a conseguir eleger 37 deputados, mais do que duplicando a sua quota nas últimas eleições e ultrapassando os adversários, de acordo com resultados quase completos.

Um bloco de esquerda PvdA/GL ficou muito atrás com 25 assentos, e o VVD de centro-direita com 24, um resultado catastrófico para o partido do primeiro-ministro cessante, Mark Rutte.

Os 13,3 milhões de cidadãos foram esta quarta-feira convocados para ir às urnas esta quarta-feira para escolher entre 26 partidos num Parlamento que tem quase metade dos lugares do hemiciclo português.

O líder do PVV, Geert Wilders, 60 anos, tem agora a difícil tarefa de tentar formar uma coligação funcional, cortejando rivais que descartaram categoricamente a possibilidade de servir num governo liderado pelo PVV antes da votação.

“Não podemos mais ser ignorados”, disse o Geert Wilders, alertando que seria “muito antidemocrático” se isso acontecesse. “O eleitor não aceitaria isso”, acrescentou.

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Segundo o jornal Telegraaf, Wilders apelou a outros partidos para trabalharem juntos e “superarem as suas próprias sombras”, reconhecendo ainda que também o PVV terá de fazer esse exercício.

Se Wilders se tornar primeiro-ministro, será para todos os holandeses. “Independentemente de quem seja, de onde vem e qual seja a sua fé”, concluiu o candidato a chefe do Governo dos Países Baixos.

Para além de prometer restrições à imigração, Wilders diz querer que as pessoas “tenham mais dinheiro nas carteiras”, para além de prometer “cuidado e segurança em ordem”.

O líder do NSC, Pieter Omtzigt, um partido que até aqui não existia, obteve 1 milhões de votos. “Estamos disponíveis para conduzir”, disse Omtzigt.. “Mais de um milhão de pessoas confiaram em nós”, disse, afirmando que escolheram uma verdadeira segurança social. O NSC consegue eleger 20 lugares no Parlamento holandês.

Dilan Yesilgöz, que lidera o VVD, já admitiu a derrota, ao baixar de 34 deputados eleitos pelo partido em 2021 para 24 deputados nestas eleições, caso sejam confirmados os resultados das sondagens à boca das urnas. “Nós vamos continuar a construir a partir de hoje”, disse.

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Segundo o noticiado pelo Volkskrant, os congéres europeus de Wilders festejam a vitória “sensacional” do PVV. Na rede social X, a líder do partido francês de extrema-direita União Nacional, Marine Le Pen, deu os parabén a Wilders pela sua “conquista espetacular”.

Matteo Salvini, do partido italiano Liga Norte, felicitou o “amigo” e “aliado” Wilders.

“O nosso amigo Geert Wilders acaba de vencer as eleições nos Países Baixos. É o último sinal: a seguir será Portugal!”, escreveu André Ventura na rede social X (antigo Twitter), na quarta-feira à noite, numa publicação acompanhada de uma fotografia dos líderes do Chega e do PVV.

Também o primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, classifica a vitória de Wilders como “ventos de mudança”, aludindo diretamente à música Winds of Change da banda alemã Scorpions.

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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