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Coreia do Norte dispara míssil e promete resposta “mais dura” aos EUA e aliados

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A Coreia do Norte disparou um míssil balístico nesta quinta-feira, alertando para “respostas militares mais ferozes” aos esforços dos Estados Unidos a fim de aumentar sua presença de segurança na região com seus aliados, dizendo que Washington está fazendo uma “aposta da qual se arrependerá”.

A Coreia do Norte realizou um número recorde desses testes este ano e também disparou centenas de projéteis de artilharia no mar mais recentemente, enquanto a Coreia do Sul e os Estados Unidos realizavam exercícios, alguns dos quais envolvendo o Japão.

“Tudo isto está a ser levado muito a sério”. Coreia do Sul vê lançamento de mísseis como retaliação da Coreia do Norte.

Os militares da Coreia do Sul disseram que o míssil balístico foi lançado da cidade de Wonsan, na costa leste da Coreia do Norte, às 10h48, no horário local, voando 240 km a uma altitude de 47 km.

O lançamento mais recente ocorreu menos de duas horas depois que a ministra das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son Hui, criticou uma cúpula trilateral entre Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão no domingo, durante a qual os líderes criticaram os testes de armas de Pyongyang e prometeram maior cooperação em segurança.

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Choe disse que os “exercícios de guerra para agressão” dos três países não conseguiram controlar a Coreia do Norte, mas sim trazer uma “ameaça mais séria, realista e inevitável” sobre eles.

Os Estados Unidos dizem desde maio que a Coreia do Norte está se preparando para realizar seu primeiro teste nuclear desde 2017, mas o momento em que isso aconteceria ainda não está claro.

“Reuters”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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