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CNN Brasil cogita mudar de nome para economizar R$ 65 milhões por ano

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A Novus Mídia, empresa que detém os direitos de uso da marca CNN no Brasil, está tentando reduzir o valor pago pelo licenciamento da franquia junto à Turner International, que é uma subsidiária da Warner Bros. Discovery. De acordo com informações divulgadas, o preço desembolsado pela CNN Brasil para a companhia responsável pelo gerenciamento da Cable News Network fora dos Estados Unidos seria cerca de 12 milhões de dólares por ano, o que na cotação atual daria quase 65 milhões de reais. Se a renegocição não tiver frutos, o canal pode mudar de nome.

 

O que você precisa saber

  • Ainda em busca de uma operação economicamente saudável, a CNN Brasil cogita até mudar de nome;
  • O canal de notícias paga R$ 65 milhões anuais para poder utilizar a marca da Turner International no Brasil;
  • A atual direção da companhia acredita que o valor é fora da atual realidade do mercado;
  • No entanto, o contrato firmado tem validade de 15 anos e conta com uma altíssima multa rescisória;
  • A emissora não comenta o assunto.

Os detalhes foram revelados pelo jornalista Sandro Nascimento, do site NaTelinha, parceiro do UOL. Segundo a publicação, a CNN brasileira avalia internamente que a quantia paga pelo uso da marca é um valor fora da atual realidade do mercado, o que faria a operação se tornar inviável. Em 2018, época em que a companhia do empresário Rubens Menin fechou o contrato de licenciamento, a moeda norte-americana era cotada a R$ 3,30 e o cenário político e econômico internacional era diferente de hoje, que apresenta desaceleração influenciada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, período pós-crise sanitária e inflação em alta na Europa.

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Apesar de os termos do acordo serem mantidos em sigilo, fontes da publicação afirmam que a CNN Brasil tinha um período de carência de dois anos para dar início ao pagamento dos direitos da franquia do canal de notícias da televisão norte-americana. Com isso, ela começaria a fazer o pagamento a partir de 2023, o terceiro ano desde a estreia da operação, em março de 2020. As negociações para reduzir o valor de quase 65 milhões de reais já começaram nos bastidores. O acordo firmado pela Novus Mídia com a Turner International tem vigência de 15 anos, com pagamento de uma altíssima multa em caso de rescisão. Procurada pelo NaTelinha, a CNN Brasil preferiu não comentar.

Internamente, na CNN Brasil também já avalia alguns cenários caso não haja um acordo de interesse de ambas as partes. A troca de nome da emissora seria uma dessas possibilidades, segundo informações também apuradas pela reportagem do TV Pop. No final do ano passado, após a presidência da CNN brasileira ser ocupada pelo empresário João Camargo, a empresa passou por um processo de reestruturação que resultou em demissões de centenas de profissionais e até mudança na programação. Em entrevista ao UOL, o executivo confirmou os problemas financeiros no canal.

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“A CNN operava com 42% de custo administrativo. Não faz sentido o core do negócio ter somente 58% do investimento. Em uma construtora a relação é de 6% em administrativo e 94% no core. Espero chegar a pelo menos 85% do nosso custo investido no core, que é o jornalismo”, disse ele. Na época, até o aluguel do prédio ocupado pela emissora na Avenida Paulista, um dos lugares mais caros de São Paulo, precisou ser renegociado. “Chamamos os responsáveis e explicamos a situação. No caso do aluguel, mostramos que se o valor não fosse reduzido, teríamos de mudar. O valor foi reduzido, mas se não tivesse diminuído mudaríamos mesmo, não blefamos”, detalhou ao colunista Guilherme Ravache.

“TV Pop”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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