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Buscas continuam na província de Ishikawa, atingida pelo terremoto; enquanto as pessoas lidam com desafios

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As equipes de busca e resgate na província central japonesa de Ishikawa ainda estão vasculhando áreas próximas ao epicentro do terremoto mortal que atingiu a região no dia de Ano Novo. O número de mortos continua a aumentar.

Pelo menos 206 pessoas foram confirmadas como mortas na província de Ishikawa, enquanto 52 permanecem desaparecidas. A polícia está atualmente conduzindo uma busca intensiva na cidade de Wajima, onde um grande incêndio foi provocado pelo terremoto.

Estima-se que o incêndio tenha queimado 50 mil metros quadrados e destruído mais de 200 edifícios.

Uma mulher diz que todas as pessoas que moravam em casas nos dois lados de sua residência estão desaparecidas. Ela diz que espera que eles sejam encontrados.

Os esforços de socorro em curso estão a ser dificultados por estradas danificadas e pelo rigoroso inverno.

carro danificado em meio a escombros em Shiromaru, província de Ishikawa

Mais de 3.000 pessoas na parte norte da península permaneceram isoladas.

Mais de 26 mil estão hospedados em abrigos temporários e algumas instalações estão ficando sem voluntários.

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Um abrigo na cidade de Nanao tinha 30 pessoas ajudando ao mesmo tempo, mas muitas delas tiveram que sair.

Um estudante disse que a escassez de mão de obra está piorando a cada dia.

Num abrigo específico, as pessoas afetadas pelo desastre estão a ajudar. Isso ocorre em meio a preocupações crescentes com higiene e descarte de lixo.

Muitas famílias não têm serviços básicos. Cerca de 15 mil estavam enfrentando cortes de energia na manhã de quarta-feira. Quase 60 mil estão sem água.

O terremoto também impactou muitos estudantes da região que aguardavam para voltar às aulas após o feriado de Ano Novo. Mais de 100 escolas permanecem fechadas.

Estão sendo tomadas providências para transferir cerca de 400 alunos do ensino fundamental de Wajima para outros municípios da província.

Uma escola em Nanao está fechada, mas isso não impediu que alguns alunos acompanhassem o currículo por conta própria.

Um aluno disse: “Sinto-me muito sortudo por poder continuar meus estudos e isso me determinou a estudar mais”.

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O primeiro-ministro japonês, Kishida Fumio, planeja visitar as áreas afetadas pelo desastre já no sábado.
Espera-se que ele avalie a situação e determine o que precisa ser feito para apoiar as pessoas afetadas.

“NHK”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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