Alerta é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
ONU: guerra ameaça empurrar 90% dos ucranianos para pobreza extrema
GUERRA
Por RTP.
A guerra ameaça deixar 90% dos ucranianos abaixo do limiar da pobreza. A conclusão é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

As primeiras estimativas do impacto econômico e social do conflito entre a Rússia e a Ucrânia foram divulgados nesta quarta-feira (16).
A Organização das Nações Unidas teme que Ucrânia recue décadas em termos de avanços sociais e que se percam as conquistas econômicas dos últimos anos.
Papa
O papa Francisco lembrou hoje as crianças que fogem das bombas na Ucrânia e disse que são “vítimas da arrogância dos adultos”, em discurso dirigido a um grupo de estudantes italianos antes da audiência-geral.
“E agora peço que pensem, façam uma reflexão: vamos pensar em tantas crianças, meninos, meninas, que estão em guerra, que estão a sofrer na Ucrânia. Eles são como vocês, como vocês, seis, sete, dez, 14 anos”, afirmou em saudação na Basílica de São Pedro aos alunos do Colégio La Zolla, de Milão.
“Têm um futuro, a segurança de crescer numa sociedade de paz. Em vez disso, esses pequeninos têm que fugir das bombas, estão a sofrer com o frio que faz”, acrescentou.
Francisco pediu a todos que pensassem “nessas crianças e jovens que hoje sofrem a 3 mil quilómetros” da Itália e rezou pelos meninos e meninas que vivem sob as bombas, “nessa guerra terrível, sem comida, sem ter para onde fugir, sem casa,sem nada”.
O papa aconselhou os estudantes a “crescer não só no conhecimento, mas também em criar laços para construir uma sociedade mais unida e fraterna”, acrescentando: “a paz, de que tanto precisamos, constrói-se à mão, compartilhando. Não há máquinas para construir a paz. A paz constrói-se sempre, na família, na escola, na sociedade”.
Pediu também que os acolham, afirmando que “o mundo de hoje coloca muitas barreiras entre as pessoas e o resultado dessas barreiras é a exclusão e a rejeição”.
“Construam sempre pontes, nunca ignorem, porque o ignorar inicia guerras”, alertou. “Existem barreiras entre estados, grupos sociais, mas também entre pessoas”, acrescentou.
“EBC”
GUERRA
O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?
Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.
Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.
O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.
A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.
Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.
Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.
Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.
Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.
A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.
O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

