GUERRA
Negociadores internacionais voltam a tentar acordo para trégua em Gaza
GUERRA
Representantes do Egito, Hamas, Catar e EUA se reúnem no Cairo
Representantes do Egito, Hamas, Catar e dos Estados Unidos (EUA) prosseguem nesta segunda-feira (4) no Cairo as negociações
em busca de uma trégua em Gaza, após “progressos significativos”, noticiou um canal de televisão egípcio.
Segundo a Agência France-Presse, trata-se de uma estação de televisão “próxima” dos serviços secretos egípcios.
Como mediadores, o Egito, o Catar e os EUA tentam obter um cessar-fogo na guerra desencadeada pelo ataque sem precedentes
do Hamas contra Israel, em 7 de outubro do ano passado.
Um acordo permitiria a libertação de reféns detidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos detidos por Israel.
Kamala Harris
Nesse domingo (3), a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, pediu que um cessar-fogo temporário de seis semanas na
Faixa de Gaza, que Israel e o Hamas estão a negociar, seja posto em prática imediatamente.
“Dada a imensa escalada de sofrimento em Gaza, deve haver um cessar-fogo imediato durante, pelo menos, as próximas seis
semanas, [o plano] que está atualmente sobre a mesa”, disse Kamala Harris em Selma, no estado norte-americano do Alabama,
onde fez discurso para comemorar o aniversário da marcha pelos direitos civis.
Harris se reúne hoje na Casa Branca com o representante do Gabinete de Guerra israelense Benny Gantz. No encontro, ela deverá
reiterar a posição do governo norte-americano de pretender um cessar-fogo temporário para levar mais ajuda humanitária a Gaza
e libertar os reféns.
“Lusa”
GUERRA
O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?
Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.
Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.
O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.
A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.
Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.
Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.
Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.
Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.
A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.
O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

